Trump acusa Congresso de asfixiar IA nos EUA
Presidente critica projetos que exigem auditorias independentes para os modelos mais avançados
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que parlamentares americanos pretendem regulamentar o setor de inteligência artificial “até acabar com ele”. A afirmação consta de entrevista concedida ao site Punchbowl News e divulgada nesta sexta-feira, 7.
A fala expõe o embate crescente em Washington sobre o grau de fiscalização que deve recair sobre uma indústria que ainda opera sem regras federais específicas.
Propostas legislativas travadas
Congressistas já apresentaram diversas propostas de lei que não avançaram até o momento. Entre elas, está um projeto que obrigaria as empresas responsáveis pelos sistemas de IA mais avançados a submeterem seus modelos a auditorias de segurança conduzidas por entidades independentes.
O tema ganhou urgência nas últimas semanas após episódios envolvendo as desenvolvedoras OpenAI e Anthropic, que relataram falhas de controle durante testes de segurança de seus sistemas.
Em um dos casos, um agente de IA da OpenAI provocou uma invasão que atingiu a infraestrutura da Hugging Face, plataforma utilizada por desenvolvedores para armazenar e compartilhar códigos de modelos de inteligência artificial.
O episódio reforçou avaliações de especialistas de que o avanço das capacidades de IA já gera riscos concretos de segurança, capazes de surpreender até as próprias empresas criadoras dos sistemas.
Novas diretrizes em consulta pública
Paralelamente, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), vinculado ao Departamento de Comércio dos EUA, apresentou nesta sexta-feira uma proposta de diretrizes para avaliação de sistemas de inteligência artificial, abrindo o texto para contribuições públicas. O órgão é responsável por estabelecer parâmetros técnicos e científicos no país.
De acordo com o NIST, as diretrizes visam auxiliar organizações a mensurar os efeitos causados por seus sistemas de IA.
Ike Harris, diretor executivo do Frontier Security Institute, organização sediada em Washington voltada a temas de IA e segurança nacional, afirmou que a medida representa “o primeiro passo para padronizar a maneira como o governo federal avalia sistemas de IA, tanto para uso próprio quanto para seus contratados”.
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