Três mil Cleitinhos incomodam muito mais
Senador mantém intenção de concorrer ao governo de Minas, mesmo contra a vontade do Republicanos, e aliados anunciam mobilização com máscaras
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) ainda não desistiu de sua candidatura ao governo de Minas Gerais, apesar já ter sido aviso pelo partido diversas vezes de que não terá a legenda.
O site O Fator informa que Cleitinho mandou fazer cerca de 3 mil máscaras de papelão de seu rosto para uma mobilização em Divinópolis (MG) que marcará o lançamento de sua campanha.
Em vídeo, seus aliados anunciaram uma mobilização pelo senador, dizendo que “as máscaras caíram”.
“Em Pedra Azul e em todo o Vale do Jequitinhonha, vereadores, lideranças e cidadãos demonstraram apoio ao senador Cleitinho Azevedo e ao sonho de vê-lo, no futuro, disputar e chegar ao Governo de Minas”, diz a postagem dos apoiadores.
Está prevista para esta sexta-feira, 7, uma caminhada de 45 quilômetros entre Itaúna e Divinópolis.
O diretório mineiro do Republicanos registrou na madrugada de quinta-feira, 6, uma ata dizendo que terá candidatos próprios a governador, vice-governador e ao Senado Federal em Minas Gerais.
Mas o nome de Cleitinho não aparece na ata.
Vai ou não vai?
O senador anunciou na segunda-feira, 3, que desistiu de disputar o governo de Minas Gerais. No dia seguinte, contudo, Cleitinho voltou a pedir para concorrer ao governo do estado.
“Quem nunca foi e voltou? Quem nunca teve equívoco? Quem nunca errou? Então eu peço aqui, humildemente, que o presidente possa me dar essa vaga, porque eu não vou decepcionar o povo mineiro”, disse o senador mineiro durante a convenção nacional do Republicanos, diante do olhar incrédulo e cansado do deputado federal Marcos Pereira (SP), presidente nacional da sigla.
Pereira deu uma bronca pública no indeciso colega de partido.
“Na política, a gente não faz o que quer, faz o que é possível. Eu não posso, eu seria irresponsável com Minas. Não posso colocar Minas na mão de uma pessoa que ora pensa uma coisa e cinco minutos depois pensa outra. Voltar atrás todo mundo tem direito, mas não pode ser inconstante nesse nível. Diante do exposto, a decisão está tomada”, disse o dirigente partidário.
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