“Vai ter que trabalhar para receber”, diz Zema sobre o Bolsa Família
O candidato à Presidência defendeu mudanças no programa social e disse que beneficiários aptos ao trabalho terão de cumprir contrapartidas
O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta quinta-feira, 6, mudanças no Bolsa Família e afirmou que os beneficiários em condições de trabalhar terão de cumprir contrapartidas para continuar recebendo o auxílio.
“Vai ter que trabalhar para receber”, disse Zema durante entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.
Segundo o candidato, o programa precisa ser aperfeiçoado para diferenciar beneficiários que têm responsabilidades de cuidado, como crianças e idosos, daqueles que podem ingressar no mercado de trabalho.
“Quem cuida de criança e de idoso precisa receber mais. É pouco o que recebe hoje”, afirmou. Para Zema, pessoas sem essas responsabilidades, com saúde e aptas ao trabalho, devem ser cobradas caso recusem oportunidades de emprego ou qualificação.
“Recebe propostas de emprego uma, duas, três vezes e não vai, vai ter que se explicar”, declarou.
O candidato também defendeu que beneficiários nessa condição tenham como exigência a conclusão do ensino fundamental, médio ou de cursos profissionalizantes. Para ele, o pagamento do benefício deve estar associado a uma contrapartida.
“No Brasil nós [nos] acostumamos a dar tudo de graça sem nenhuma contrapartida. Comigo isso vai acabar”, afirmou.
Durante a entrevista, Zema também foi questionado sobre uma declaração anterior em que afirmou que homens seriam “convidados a trabalhar”, enquanto mulheres teriam outras atribuições relacionadas à casa e aos cuidados familiares.
O candidato disse que a fala foi uma generalização e afirmou ser favorável à participação das mulheres no mercado de trabalho e na política. Segundo ele, a maior parte das pessoas responsáveis pelo cuidado de crianças e idosos são mulheres.
“Eu deveria ter sido mais preciso ali”, declarou.
Zema afirmou ainda que, durante sua gestão em Minas Gerais, ampliou a presença feminina em cargos de liderança e citou a nomeação de mulheres para postos de comando nas forças de segurança e no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
O candidato também defendeu maior participação feminina na política e afirmou que incentiva candidaturas de mulheres dentro do Novo. “A medida que a participação feminina avançar, nós vamos melhorar a política”, disse.
Ao comentar escândalos recentes envolvendo a política brasileira, Zema citou o caso do Banco Master e afirmou que, segundo ele, os envolvidos eram homens. “Eu não vi nenhuma mulher envolvida, só homens envolvidos”, declarou.
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