Lula e Alcolumbre se reencontram após ruptura
Presidente e chefe do Senado retomam diálogo três meses depois de crise gerada pela rejeição de Jorge Messias ao STF
Lula e Davi Alcolumbre voltaram a se falar pessoalmente na noite desta terça-feira, 4, pondo fim a um período de mais de três meses sem contato direto entre os dois. O “cessar-fogo” foi selado na residência do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Cristiano Zanin, também ministro, esteve presente.
De acordo com a Folha, o assunto Jorge Messias não avançou durante a reunião. Lula sinalizou que qualquer decisão sobre uma nova tentativa de indicação só será tratada depois das eleições. O presidente aceitou o encontro ainda insatisfeito com o desfecho anterior, mas orientado a deixar o episódio no passado sem tratá-lo como algo superado por completo.
A aproximação, segundo aliados petistas, resultou de pedidos insistentes dos líderes do partido e do governo no Senado, Camilo Santana e Teresa Leitão, além de articulação do ministro José Guimarães, da pasta de Relações Institucionais.
Guimarães vinha pressionando havia semanas por uma agenda entre os dois presidentes – da República e do Senado – sem sucesso, diante da resistência de Lula, que atribuía a derrota de Messias a uma manobra do próprio Alcolumbre.
Fim da escala 6×1 é ponto central da agenda
Integrantes do governo argumentavam que a paralisação do diálogo comprometia pautas de interesse do Executivo no Congresso, com destaque para o fim da jornada de trabalho conhecida como escala 6×1, já aprovada na Câmara dos Deputados, mas parada no Senado.
Segundo relatos sobre a reunião, Lula defendeu o avanço do tema, e Alcolumbre indicou disposição para retomar a discussão somente após as eleições.
Aliados do presidente do Senado afirmam que a proposta foi deliberadamente mantida sem análise como forma de pressionar Lula a retomar as conversas. Assim, o texto não deve ser pautado durante o período de funcionamento do Legislativo no recesso.
Alcolumbre nega envolvimento direto na rejeição de Messias, mas parlamentares apontam que o senador teria buscado sinalizar aproximação com o bolsonarismo em um momento de queda de popularidade de Lula.
Apesar disso, o PL de Flávio Bolsonaro já descartou apoiar a continuidade de Alcolumbre à frente do Senado, apostando nos nomes de Rogério Marinho ou Tereza Cristina para a disputa pela presidência da Casa.
Novos contatos entre a cúpula do governo e o Senado estão previstos ainda durante o recesso parlamentar.
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Comentários (2)
Claudemir Silvestre
05.08.2026 23:51Se reencontraram porque estão afundados até o nariz na fossa da corrupção !!!
Alcimar Costa
05.08.2026 22:37Ninguém vai reclamar dos articuladores deste encontro?