Se os EUA invadirem o Brasil, “abro o portão”, diz Múcio
Ministro da Defesa cita falta de equipamento e recursos para justificar defesa de mais investimento nas Forças Armadas
O ministro da Defesa, José Múcio, declarou nesta terça-feira que, diante de uma eventual invasão do Brasil pelos Estados Unidos, a atitude mais sensata seria não resistir.
A fala ocorreu durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) voltado à descarbonização do transporte marítimo, no contexto de um apelo por maior orçamento às Forças Armadas.
“Abro o portão”
Ao relatar questionamentos recorrentes de jornalistas sobre como agiria diante de uma invasão americana, o ministro respondeu: “Abro o portão, porque a gente não tem equipamento para enfrentá-los e nem tem dinheiro para consertar o portão. Eu prefiro abrir o portão”.
Segundo o ministro, reforçar a estrutura de defesa do país não significa ter intenção de atacar outras nações. Ele comparou o investimento na área a um plano de saúde, argumentando que a lógica é escolher a melhor cobertura na esperança de nunca precisar recorrer a ela.
Recursos em queda
De acordo com O Globo, dados do sistema Siga Brasil indicaram retração nos investimentos da pasta durante o atual governo. Entre 2023 e 2026, foram destinados R$ 40,7 bilhões a melhorias no Exército, na Marinha e na Aeronáutica, valor 11% inferior aos R$ 45,7 bilhões aplicados entre 2019 e 2022, período do governo anterior.
O tema também apareceu no discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo, durante a convenção nacional do PT em São Paulo, que oficializou sua pré-candidatura à reeleição.
Ele pediu que setores da esquerda deixassem de tratar o investimento militar como pauta secundária, citando a extensão das fronteiras terrestre e marítima do país, a presença da maior floresta tropical do planeta e a concentração de 12% da água doce do mundo em território nacional como justificativas para reforçar a área.
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Comentários (2)
Ana Lúcia Amaral
04.08.2026 21:25O atual presidente fala asneiras em borbotões e o ministro da defesa se vê na obrigação de falar da realidade: não tem o país condições mínimas de qualquer exercício de defesa diante de qualquer ameaça externa nos próximos 50 anos.
Marian
04.08.2026 19:31Seria ridículo e como combater ATACMS com estilingues. Como chegamos aqui e o que nos espera?