“Não me renderei”, diz Weverton Rocha sobre operação da PF
A esposa, a filha e duas irmãs do senador foram alvos da Operação Sem Desconto
Ligado a alvos de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou nesta terça-feira, 4, que ‘não se renderá’, sugerindo ser vítima de perseguição devido à sua candidatura à reeleição.
Em vídeo, o vice-líder do governo Lula no Senado disse que todas as movimentações mencionadas na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, são “frutos de atividades profissionais e empresariais” e foram declaradas à Receita Federal.
“Apesar de não ter sido diretamente alvo da operação de hoje, eu sabia que com a minha candidatura ao Senado e as minhas posições políticas, eu sofreria ataques e perseguições.
Por isso, eu não fiquei surpreso com a nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava que eles fosse tão longe ao envolver a minha família e até apoiadores políticos.
Apesar da minha indignação, eu recebo essa operação com tranquilidade que me é possível, pois nada tenho a esconder.
Todas as movimentações mencionadas são frutos de atividades profissionais e empresariais e foram devidamente declaradas à Receita Federal.
Eu quero ressaltar que o Ministério Público Federal foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores.
Apesar da dureza desse jogo político, eu quero aqui reafirmar que eu não me renderei e me manterei firme no propósito de lutar pelo Maranhão, trabalhando por você e pelos que mais precisam.”
Operação Sem Desconto
A esposa, a filha e duas irmãs do senador Weverton Rocha foram alvos da operação.
Ligado ao senador, o advogado Willer Tomaz também esteve na mira da PF.
Segundo a PF, o advogado repassou pelo menos 11 milhões de reais a Samya Bernardes Rocha, esposa de Weverton Rocha.
“Quanto a SAMYA, a autoridade policial afirma que sua conta pessoal foi considerada alternativa para o recebimento de valores elevados. Nesse sentido, a representação descreve diálogos que indicam que em setembro e outubro de 2024, WEVERTON teria cobrado repasse de R$ 500.000,00. Diante da demanda, FAYLA o informou ter verificado a questão com WILLER e indicou que a transferência entre pessoas jurídicas seria mais rápida. Nada obstante, no trecho final dos diálogos reproduzidos, FAYLA envia a seguinte mensagem: ‘Informo que o valor já se encontra na conta PF da Dra Samya’. Além do referido registro, colhido dos diálogos entre FAYLA e WEVERTON, de acordo com a IPJ nº 52/2026, a partir de dezembro de 2024, controles financeiros passaram a registrar repasses sob a rubrica ‘AT’, apontada como provável referência ao escritório de advocacia ARAGÃO E TOMAZ ADVOGADOS ASSOCIADOS. Ainda de acordo com a informação policial, SAMYA teria recebido valores superiores a R$ 11.000.000,00 de empresas relacionadas a WILLER TOMAZ no período examinado”, diz um trecho da decisão.
Willer Tomaz também comprou uma casa de 6 milhões de reais no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, para o senador.
“O parlamentar teria participado das tratativas com vistas à sua aquisição, em contexto no qual foram mencionados os valores de R$ 4.000.000,00 a título de sinal e R$ 2.000.000,00 de saldo. Nada obstante, a efetiva aquisição do imóvel foi formalizada, em abril de 2023, pela WT ADMINISTRAÇÃO DE IMÓVEIS E BENS S/A, sociedade vinculada a WILLER TOMAZ, pelo valor total de R$ 6.000.000,00. A dissociação entre a titularidade registral e o alegado domínio econômico constitui um dos pontos centrais da apuração”
Willer Tomaz foi descrito pela PF como um “hub financeiro, patrimonial e logístico” de políticos.
Leia também: Uma máquina de dinheiro no escritório do advogado ligado a Weverton Rocha
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Comentários (1)
Clayton de Souza Pontes
04.08.2026 16:25Esse senador tem muito a explicar