Flávio Bolsonaro promete “tesouraço” e redução de ao menos 10 ministérios
Flávio Bolsonaro afirmou que medida será parte de um pacote para melhorar o ambiente de negócios e dar mais eficiência ao governo federal
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, 4, que pretende reduzir ao menos 10 ministérios em um eventual governo. Segundo ele, a estrutura atual da Esplanada, com 39 pastas, poderia ser reduzida para algo entre 26 e 27 ministérios.
A declaração foi dada durante a sabatina de O Antagonista e G4, ao responder sobre as primeiras medidas que adotaria para melhorar o ambiente de negócios no país.
“Eu já falei que eu quero no mínimo a redução de 10 ministérios. Podemos chegar aí a 25. Então, se hoje nós temos 39 ministérios, chegar algo em torno de 26, 27 ministérios, eu acho que é um número ideal”, afirmou.
Flávio disse que a redução da estrutura administrativa faria parte de um pacote de medidas para dar mais dinamismo ao governo e ampliar a eficiência da máquina pública.
O candidato também defendeu a redução de cargos comissionados e citou uma medida adotada pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro no início do mandato.
“É muito mais algo simbólico do que de impacto orçamentário, mas o presidente Bolsonaro logo no primeiro mês do seu governo cortou 20 mil cargos em comissão”, declarou.
Segundo Flávio, o governo atual teria ampliado a estrutura ao criar cerca de 22 mil cargos comissionados.
Além do enxugamento da máquina, o candidato afirmou que pretende promover um “tesouraço” de despesas, com cortes de gastos, desregulamentação e redução da burocracia.
Entre as medidas citadas estão a redução do IOF para os valores praticados em 2022, o corte de tributos e a criação de um programa voltado ao incentivo da primeira empresa para jovens empreendedores.
Flávio também afirmou que pretende apresentar uma PEC pelo fim da reeleição durante a transição de governo, caso seja eleito. Segundo ele, a mudança permitiria que o presidente tomasse decisões sem a preocupação com uma nova disputa eleitoral.
“Quero assumir esse compromisso público ainda na transição, conseguir aprovar essa PEC do fim da reeleição para que ela já valha para o meu mandato”, afirmou.
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