Flávio Bolsonaro quebra silêncio sobre influência do pai em eventual governo
Senador afirmou que conhece o funcionamento de Brasília e prometeu montar “o melhor time de ministros” do país
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, 4, que terá autonomia para comandar um eventual governo e disse que faria algumas escolhas diferentes das adotadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu durante a sabatina de O Antagonista e G4.
Questionado pelo cofundador da G4 Educação, Tallis Gomes, sobre quem comandaria o país caso fosse eleito — ele ou o pai —, Flávio afirmou que está preparado para assumir a Presidência e destacou sua experiência política acumulada ao longo de mais de duas décadas de vida pública.
“Eu sou alguém que estou mais do que preparado para assumir o comando desse país. Alguém que tem a consciência e a sabedoria de como lidar com o Congresso Nacional e alguém que compreende como funciona o jogo do poder em Brasília”, declarou.
O senador afirmou que pretende montar uma equipe de ministros qualificada e disse que pretende aplicar princípios da iniciativa privada na administração pública.
“Eu não tenho nenhuma dúvida que eu vou montar o melhor time de ministros que esse país já viu”, afirmou.
Durante a resposta, Flávio admitiu diferenças em relação ao pai e afirmou que tomaria decisões próprias em um eventual governo.
“Algumas coisas eu faria diferente do presidente Bolsonaro”, disse.
Entre os exemplos citados, o candidato afirmou que tomou a vacina contra a covid-19 e defendeu que todos os brasileiros que quisessem tivessem acesso ao imunizante.
“Eu sou um Bolsonaro vacinado, de fato, diferente do presidente Bolsonaro”, declarou.
Flávio também destacou o auxílio concedido durante a pandemia e afirmou que o programa foi importante para garantir apoio financeiro à população durante o período de restrições econômicas.
Apesar das diferenças, o senador afirmou que mantém os princípios e valores associados ao pai, Jair Bolsonaro.
“Eu sou sangue de Bolsonaro. São os princípios e valores que nós aprendemos aqui com ele”, afirmou.
O candidato ainda defendeu que um eventual governo precisará ter capacidade de articulação com o Congresso Nacional e diálogo institucional para garantir segurança jurídica e previsibilidade ao país.
Segundo Flávio, a Presidência exige mais do que promessas e depende da capacidade de construir acordos para aprovar medidas.
“Não adianta falar, prometer um monte de coisas mirabolantes aqui e não ter condições de viabilizar isso dentro do Congresso Nacional”, declarou.
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