Lula fala em representatividade feminina, mas prioriza homens no palco
Presidente defende representatividade feminina, mas só percebeu a ausência de uma mulher após o evento começar
O presidente Lula fez uma crítica à própria organização da convenção nacional do PT, realizada no último sábado, 2, em São Paulo, ao admitir que o evento não havia reservado espaço para uma mulher discursar entre as primeiras falas. A declaração ocorreu durante o ato que oficializou sua candidatura à reeleição.
Após discursar por mais de uma hora, Lula reconheceu a ausência feminina na programação e chamou a primeira-dama Janja Lula da Silva para subir ao palco.
“Eu quero fazer uma crítica a mim. Porque não é possível que a gente tenha esquecido, no principal evento da nossa campanha, não ter colocado uma mulher para falar.”
Em seguida, o presidente convidou Janja a falar em nome das mulheres que participam do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios.
A declaração ocorre em meio a cobranças sobre a distância entre o discurso de Lula em defesa da participação feminina e algumas escolhas feitas durante o governo.
Uma das principais críticas envolve a indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2025, Lula escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias, para indicar à vaga na Corte, apesar da pressão de setores do Judiciário e de entidades ligadas à representatividade para que o presidente indicasse uma mulher.
A escolha reacendeu o debate sobre a presença feminina no Supremo e sobre a oportunidade perdida de ampliar a diversidade entre os ministros da Corte.
A composição do primeiro escalão do governo também entrou no centro das discussões. Embora Lula tenha iniciado o mandato com uma presença feminina maior em relação a governos anteriores, a maioria dos ministérios continuou sob comando de homens.
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Comentários (1)
Osmair Mendonça
03.08.2026 11:53Quem tem mais que 2 neurônios sabe que Lula é um vigarista .