Kassab explica por que não vai à convenção que indicará Tarcísio
A convenção estadual do Republicanos em São Paulo ocorre no sábado, 1º, e vai indicar o governador formalmente à reeleição
Presidente nacional do PSD e candidato do partido a vice-presidente da República na chapa do ex-governador Ronaldo Caiado, Gilberto Kassab (foto) publicou uma mensagem para explicar por que não vai comparecer à convenção do Republicanos no sábado, 1º de agosto.
O evento marcará a indicação formal do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como candidato à reeleição. Kassab foi secretário de governo de São Paulo durante a maior parte do primeiro mandato de Tarcísio como governador e defendia sua candidatura presidencial
“Minha ausência na convenção estadual do Republicanos em São Paulo neste fim de semana não altera em nada o posicionamento, pessoal e partidário, em relação à nossa coligação estadual com vistas ao apoio à candidatura à reeleição do governador Tarcísio de Freitas”, diz Kassab em post publicado em seu perfil no Instagram.
“Sendo candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado, não quero causar constrangimentos por conta da presença no evento de outro candidato a presidente, apoiado por Tarcísio. Estamos firmes, trabalhando pela reeleição de Tarcísio”, completou.
“Erram os que insistem em ignorar que nosso apoio”
O “outro candidato a presidente” apoiado por Tarcísio é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Kassab tem tomado o cuidado de não melindrar os bolsonaristas com sua proximidade com Tarcísio, e já tinha publicado outra mensagem, na semana passada, para dizer que não tinha problema se o governador faltasse à convenção do PSD que indicou Caiado como candidato.
“Erram os que insistem em ignorar que nosso apoio ao governador Tarcísio é incondicional.
Sua presença em nossa Convenção nos honrará. Sua eventual ausência não nos afastará da caminhada à sua reeleição e será compreendida sem melindres”, disse o dirigente partidário.
A campanha presidencial deste ano tem a peculiaridade de os principais candidatos não conseguirem compor coligações grandes, com o apoio de muitos partidos.
O Republicanos de Tarcísio, por exemplo, não deve apoiar formalmente nenhum presidente, o deixa seus candidatos estaduais livres para optar pela candidatura nacional que preferirem.
Especulou-se nesta quinta-feira, 30, que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) poderia se tornar a vice de Flávio, mas o PP também indica que deve seguir neutro na eleição presidencial, assim como o MDB e o União Brasil, que tem federação com o PP.
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