“A Itália não ficará de braços cruzados”, diz Meloni após ‘invasão’ a Ceuta
Premiê italiana diz que pais pode adotar instrumentos extraordinários" para conter imigração ilegal
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta quinta-feira, 30, que o país “não ficará de braços cruzados” diante da “imigração clandestina” na Europa.
Meloni classificou como “impressionantes” as imagens da chegada de milhares de jovens marroquinos a nado a Ceuta, cidade autônoma da Espanha localizada no norte da África.
“As imagens que chegam de Ceuta são impressionantes e demonstram, mais uma vez, que a imigração clandestina fora de controle representa uma ameaça concreta para a segurança das fronteiras europeias. Conversei com o Ministro do Interior Matteo Piantedosi. A Itália não ficará de braços cruzados.”
A premiê italiana disse que o governo convocará órgãos competentes para discutir medidas e não descartou ações consideradas “extraordinárias” para reforçar o controle das fronteiras.
“Estamos convocando os órgãos competentes, e ao final dessas reuniões estamos prontos para intervir também com instrumentos extraordinários para defender as fronteiras e a segurança dos cidadãos, como a suspensão do espaço Schengen com a Espanha. Sobre a imigração clandestina, não recuaremos um milímetro: defender as fronteiras, deter os traficantes de seres humanos e garantir repatriações eficazes continuará a ser a linha deste Governo”, finalizou no X.
Travessia
A emissora estatal TVE estima que entre 2 mil e 3 mil jovens participaram da travessia.
As imagens também mostram agentes da Guarda Costeira observando a chegada dos migrantes, sem tentar impedir o desembarque.
Alguns dos marroquinos foram flagrados gritando “Viva a Espanha” ao entrar no território espanhol.
Cidade autônoma
Ceuta é uma cidade autônoma da Espanha situada no norte da África e faz fronteira terrestre com Marrocos.
O território enfrenta uma recorrente crise migratória devido à sua posição estratégica no Estreito de Gibraltar.
A região liga o mar Mediterrâneo ao oceano Atlântico, sendo a porta de entrada terrestre da União Europeia na África.
Na última semana, mais de 1.500 migrantes chegaram à cidade, provocando uma sobrecarga no centro local de acolhimento, que registrou uma explosão nos pedidos de admissão.
Diante da situação, o prefeito Juan Jesús Vivas solicitou apoio do Exército para conter a nova onda migratória.
Anteriormente, ele já havia pedido ao primeiro-ministro, Pedro Sánchez, que decretasse estado de emergência.
Ele já havia pedido ao primeiro-ministro, Pedro Sánchez, que declarasse estado de emergência.
Espanha e Marrocos também se comprometeram a “rever e implementar medidas para o retorno imediato de todos aqueles que entraram ilegalmente” em Ceuta, além de reforçar a coordenação e a cooperação para enfrentar a atual crise migratória.
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