Após 61 anos, rede de móveis fecha 186 lojas e demite 3.100 trabalhadores em uma despedida repentina
A liquidação começou com previsão de durar dois meses, mas uma crise inesperada antecipou demissões e interrompeu o encerramento planejado.
A rede de móveis anunciou o fechamento de centenas de unidades pouco antes de pedir proteção judicial, surpreendendo empregados e consumidores. A empresa era a Art Van Furniture, que iniciou uma liquidação milionária e encerrou uma trajetória de 61 anos.
Qual rede de móveis fechou depois de 61 anos?
A empresa era a Art Van Furniture, fundada em 1959 por Art Van Elslander, no estado norte-americano de Michigan. A rede cresceu vendendo sofás, mesas, colchões e outros itens de mobiliário em diferentes estados do Meio-Oeste.
O negócio permaneceu sob controle familiar até 2017, quando foi vendido à gestora Thomas H. Lee Partners. Três anos depois, a companhia informou que encerraria as lojas próprias e iniciaria a liquidação do estoque disponível.

Como a operação chegou ao número de 186 lojas?
A contagem de 186 unidades reunia 141 lojas de móveis e 45 pontos independentes da marca de colchões Art Van PureSleep. A operação estava distribuída por Michigan, Ohio, Illinois, Indiana, Iowa e Missouri, além do comércio eletrônico.
Documentos judiciais posteriores registraram 169 locais na data do pedido de falência, porque adotaram outro recorte para as empresas incluídas no processo. A diferença mostra que os totais variavam conforme a data, a bandeira comercial e o tipo de unidade contado.
Por que o encerramento aconteceu de forma tão repentina?
A Art Van enfrentava vendas fracas, dívida garantida elevada e falta de dinheiro para manter a operação. Em fevereiro de 2020, a empresa recebeu um prazo curto para encontrar comprador, investidor ou nova forma de financiamento, mas não conseguiu concluir uma solução.
Em 5 de março de 2020, a rede anunciou a saída do mercado. Três dias depois, entrou com pedido de proteção pelo Chapter 11; a liquidação de US$ 150 milhões, equivalente aproximado a R$ 767 milhões pela conversão usada, foi interrompida pela Covid-19.
Os principais números ajudam a dimensionar o colapso:
O que aconteceu com os 3.100 trabalhadores?
Cerca de 3.100 trabalhadores seriam dispensados durante o fechamento. O primeiro plano previa manter empregados nas lojas até maio de 2020, enquanto os estoques fossem vendidos e os locais preparados para a devolução aos proprietários.
As restrições provocadas pela pandemia reduziram as vendas e tornaram esse calendário inviável. A decisão da Corte de Falências do Distrito de Delaware registra que as demissões foram antecipadas para março e que o processo passou ao Chapter 7 em abril.
Como clientes foram afetados por garantias e entregas pendentes?
Consumidores com móveis pagos e ainda não entregues enfrentaram incerteza, pois a empresa cancelou pedidos durante o encerramento. Garantias oferecidas diretamente pela antiga rede também perderam cobertura, enquanto contratos administrados por terceiros dependiam das condições específicas de cada documento.
Compras financiadas continuaram exigindo pagamento, mesmo quando a relação comercial era transferida ao processo judicial. Clientes sem produto ou reembolso passaram a disputar valores com outros credores, sem garantia de recuperar integralmente o dinheiro.
Os principais efeitos para os consumidores foram estes:
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O que aconteceu com a Art Van depois da falência?
A tentativa inicial era liquidar a Art Van e vender separadamente negócios como Levin Furniture e Wolf Furniture. Parte dessas negociações foi interrompida pela pandemia, enquanto alguns imóveis, marcas e ativos encontraram compradores posteriormente.
As aquisições não restauraram a antiga companhia nem preservaram toda a rede. O fechamento encerrou a Art Van criada em 1959 e mostrou como falta de liquidez, dívida e perda de vendas podem transformar uma liquidação planejada em uma despedida muito mais rápida.
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