Crusoé: PL acerta em Minas com Marcelo Aro
Entenda por que isso é bom para a direita
O PL finalmente fez em Minas Gerais o que um partido grande precisa fazer: preferiu a composição ao isolamento.
Em vez de insistir em uma candidatura própria apenas para marcar posição em defesa de Flávio, o partido decidiu construir uma candidatura ampla, capaz de reunir votos, estrutura, tempo de televisão, prefeitos, deputados e forte presença regional.
A escolha por Marcelo Aro, do PP, não representa apenas a escolha de um nome.
Representa a construção de uma verdadeira engrenagem, formada por vários bons players. Sim, desta vez, o PL acertou. Até que enfim, PL!
Preste atenção, leitor: o acordo que está sendo construído em Minas pode reunir: PL, PP, União Brasil, Republicanos, PRD, Solidariedade e Podemos.
São sete partidos, duas federações, uma poderosa estrutura parlamentar e aproximadamente metade de todo o horário eleitoral reservado aos candidatos ao governo.
É uma candidatura que nasce com musculatura. O PL percebeu que, no segundo maior colégio eleitoral do Brasil, não bastava apresentar um nome apenas para cumprir tabela.
Era necessário montar uma alternativa capaz de representar a direita, conversar com o centro e entrar de maneira competitiva na disputa.
Marcelo Aro oferece essa possibilidade. Ufa, o PL parou de improvisar.
Durante meses, o PL mineiro trabalhou com diferentes alternativas. Vittorio Medioli foi lembrado. Flávio Roscoe também apareceu nas conversas. Cleitinho, do Republicanos, era o nome mais competitivo, liderava as pesquisas e tinha o apoio de boa parte da direita.
O problema é que Cleitinho nunca assumiu definitivamente a candidatura.
Quem não pauta é pautado.
O partido esperou. O Republicanos esperou. Os possíveis aliados esperaram. Mas eleição não permite espera eterna.
Chegou um momento em que essa indefinição deixou de ser prudência e passou a ser vista como um problema para todos.
O PL precisava tomar uma decisão
Poderia lançar um candidato próprio sem estrutura, apenas para conservar uma suposta pureza partidária. Poderia aderir ao projeto do PSD, aceitando uma posição secundária.
Ou poderia construir uma candidatura nova, com força suficiente para disputar o governo. Escolheu a terceira opção. Foi a decisão correta.
Marcelo Aro não surgiu por acaso…
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