Trump e Netanyahu se reúnem para discutir estratégia contra o Irã
Premiê israelense afirmou que conversa com presidente americano teve "plena colaboração" para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reuniram-se nesta terça-feira, 28, na Casa Branca, para discutir os esforços relacionados ao Irã.
“Acabei de ter uma excelente reunião com o presidente Trump. Quando digo excelente, não é apenas um elogio superficial”, afirmou Netanyahu, em declarações traduzidas do hebraico e divulgadas por seu gabinete.
“Foi uma conversa de plena colaboração, de apoio mútuo, com o entendimento do objetivo comum de garantir que o Irã não possua armas nucleares, além de outros objetivos”, acrescentou o premiê israelense.
O encontro marcou a primeira reunião presencial entre os dois líderes desde o início da guerra contra o Irã, no fim de fevereiro, e ocorreu após semanas de divergências públicas sobre a condução do conflito.
Zelensky e Trump
Trump também se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, conversaram sobre um acordo que permitirá ao país europeu produzir “interceptadores de mísseis Patriot”.
O encontro ocorreu antes do funeral do senador Lindsey Graham, em Washington.
“Uma boa reunião com o Presidente Trump no Salão Oval. Obrigado por tudo o que fazemos juntos para proteger as vidas dos ucranianos e avançar a paz. Antes de mais nada, ofereci ao Presidente Trump as nossas condolências pelo falecimento de Lindsey Graham. Ele foi um verdadeiro amigo da Ucrânia. O Presidente e eu discutimos licenças para a produção de interceptores Patriot e várias outras ideias que poderiam ajudar. Também falamos sobre diplomacia – é importante que o processo diplomático seja revigorado. As nossas equipees vão organizar os detalhes da sua comunicação futura. Sou grato aos Estados Unidos pelo seu firme apoio”, escreveu Zelensky no X.
Nas últimas semanas, a Ucrânia enfrenta escassez de sistemas Patriot, considerados a principal defesa do país contra mísseis balísticos lançados pela Rússia.
Zelensky viajou a Washington após uma carta enviada pelo Pentágono ao Congresso revelar que a administração Trump informou aos parlamentares que não utilizará, até o fim do ano fiscal de 2029, os US$ 400 milhões autorizados para assistência militar à Ucrânia.
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