Os eletricistas concordam: aumentar o disjuntor quando ele vive desarmando “é perigoso, você perde a proteção”
Eletricistas alertam: trocar o disjuntor por um mais potente não resolve sobrecarga, só tira a proteção da fiação e aumenta o risco de incêndio
Trocar o disjuntor por um mais potente parece resolver quando ele vive desarmando. Eletricistas concordam: “é perigoso — você perde a proteção”, porque o problema real é a fiação, não o disjuntor.
Por que aumentar o disjuntor parece resolver o problema, mas não resolve?
O disjuntor é dimensionado para proteger a fiação específica daquela instalação — não é um limite arbitrário, é calculado para desarmar antes que os fios aqueçam demais.
Trocar por um de amperagem maior sem redimensionar a fiação faz os próprios fios virarem o ponto fraco: eles aquecem antes de o disjuntor perceber qualquer problema e desarmar.

O que os eletricistas dizem sobre esse “conserto” caseiro?
Ao Diário de Pernambuco, o eletricista Fernando Carvalho resumiu o risco: “muita gente resolve o problema trocando o disjuntor por um mais potente. Isso é perigoso, porque o disjuntor foi dimensionado para proteger aquela instalação. Ao aumentar a capacidade dele, você perde essa proteção”.
Fábio Barros, gerente operacional da Neoenergia PE, reforça o motivo de o risco passar batido: “a energia elétrica não tem cheiro nem cor” — quando o problema aparece de forma perceptível, já é choque ou início de incêndio.
Potência aproximada de aparelhos comuns — juntar vários desses na mesma tomada é o caminho mais direto para a sobrecarga.
Valores aproximados, variam por modelo. O chuveiro elétrico costuma ter circuito próprio justamente por concentrar boa parte da carga de uma casa.
Como saber se o problema é sobrecarga e não o disjuntor em si?
Um sinal de alerta prático: cheiro de plástico queimado indica que o isolamento dos fios pode estar derretendo — o que pode evoluir para um curto-circuito.
Se o disjuntor desarma com frequência mesmo sem trocar de aparelhos, o problema quase sempre é sobrecarga real na instalação, não um defeito no próprio disjuntor.
Quais sinais de alerta indicam risco real na instalação?
Antes de mexer no quadro de disjuntores, vale checar estes sinais junto com as observações dos especialistas consultados:
- Cheiro de plástico queimado perto de tomadas, fios ou do próprio quadro elétrico.
- Disjuntor que desarma repetidamente, mesmo sem excesso aparente de aparelhos ligados.
- Tomadas ou plugues quentes ao toque, ou fiação visivelmente derretida/descolorida.
- Uso constante de benjamins e extensões concentrando vários aparelhos na mesma tomada.

Qual é a conduta certa quando o disjuntor desarma sempre?
A conduta recomendada é redistribuir os circuitos — tirar carga de um ponto sobrecarregado e levar para outro — e chamar um eletricista para avaliar a instalação, em vez de simplesmente trocar o disjuntor por um mais forte.
Esse mesmo cuidado com o quadro elétrico já apareceu quando mostramos como um relé de R$ 20 reduz picos de energia no quadro elétrico, e é reforçado por estudos técnicos oficiais como o do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal sobre disjuntores em regime de sobrecarga.

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