Haddad é lançado candidato ao governo de SP em evento com Lula
Ex-ministro criticou Tarcísio, Milei e as declarações de Flávio Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas
O PT oficializou neste sábado, 25, a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo durante convenção realizada em Campinas, no interior do estado.
O ex-ministro da Fazenda disputará o Palácio dos Bandeirantes pela segunda vez consecutiva contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição. Márcio França (PSB) será o candidato a vice.
O evento reuniu o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, além das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que disputarão vagas ao Senado pela chapa.
A convenção também confirmou a aliança entre PT, PSB, PCdoB, PV e demais partidos da coligação.
Críticas a Tarcísio e ao bolsonarismo
Em seu discurso, Haddad afirmou que a disputa atual difere das eleições contra o PSDB e direcionou críticas ao governador paulista e ao bolsonarismo.
Ao comentar a homenagem concedida por Tarcísio ao presidente argentino Javier Milei, disse:
“No tempo do PSDB, a gente disputava para ver quem fazia mais para a população. O que é possível disputar com ele [Tarcísio], se tudo está indo para trás? Dar uma medalha para o Milei, que tem 30% de aprovação e está dando carne de burro para o argentino comer? A qualidade da urna eletrônica? Esses caras querem voltar para a Idade da Pedra, querendo discutir se mulher tem direito a votar ou não.”
O petista também elogiou a chapa formada para a eleição estadual e voltou a defender o sistema eleitoral brasileiro, além de criticar as declarações recentes de Flávio Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas.
Lula
Sem citar diretamente Donald Trump, Lula reagiu às notícias sobre a tentativa do governo americano de enviar representantes para acompanhar as eleições brasileiras.
O presidente afirmou que não aceitará interferências externas no processo eleitoral.
“Que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições.”
Em seguida, acrescentou:
“Quem quiser, de fora, vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são os 157 milhões de eleitores. O Brasil é soberano.”
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