Rede com 399 lojas não encontra comprador após 40 anos e demite 10.700 trabalhadores com dívida de R$ 6,5 bilhões

15.09.2026

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Rede com 399 lojas não encontra comprador após 40 anos e demite 10.700 trabalhadores com dívida de R$ 6,5 bilhões
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5 minutos de leitura 25.07.2026 13:23 comentários
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Rede com 399 lojas não encontra comprador após 40 anos e demite 10.700 trabalhadores com dívida de R$ 6,5 bilhões

A antiga gigante das livrarias perdeu espaço no mercado digital, chegou ao leilão sem oferta válida e encerrou todas as unidades restantes.

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Rede com 399 lojas não encontra comprador após 40 anos e demite 10.700 trabalhadores com dívida de R$ 6,5 bilhões

Uma rede de 399 lojas chegou ao fim sem receber uma proposta capaz de mantê-la funcionando e preservar milhares de empregos. Em julho de 2011, a tradicional companhia anunciou a liquidação dos pontos restantes após meses tentando sair da recuperação judicial.

Qual rede de 399 lojas não encontrou comprador?

A empresa era a Borders Group, rede fundada em 1971 pelos irmãos Tom e Louis Borders em Ann Arbor, Michigan. O negócio começou com uma loja e cresceu até se tornar um dos maiores vendedores de livros dos Estados Unidos.

Além de livros, as unidades vendiam revistas, CDs, DVDs, presentes e papelaria. A companhia controlou a Waldenbooks e operou centenas de lojas em diferentes formatos. Em 2011, sua estrutura já havia encolhido antes da liquidação das 399 unidades restantes.

Rede com 399 lojas não encontra comprador após 40 anos e demite 10.700 trabalhadores com dívida de R$ 6,5 bilhões
Rede com 399 lojas não encontra comprador após 40 anos e demite 10.700 trabalhadores com dívida de R$ 6,5 bilhões

Como a dívida foi estimada em R$ 6,5 bilhões?

No pedido apresentado em fevereiro de 2011, a Borders informou US$ 1,275 bilhão em ativos e US$ 1,293 bilhão em passivos. Com o dólar arredondado a R$ 5, o passivo se aproxima de R$ 6,5 bilhões.

O valor em reais apenas dimensiona o processo, pois os documentos usaram dólares. A empresa acumulava perdas desde 2007, devia a editoras e precisava financiar lojas, estoques e salários durante a reorganização.

Por que a Borders perdeu espaço no mercado?

A companhia demorou a construir uma estratégia digital. Durante anos, direcionou vendas online para a Amazon, fortalecendo uma concorrente. Quando retomou o site, o mercado já migrava para compras pela internet e livros eletrônicos.

A rede dependia de lojas grandes e caras, além de reservar espaço para CDs e DVDs, categorias afetadas pela digitalização. A crise reduziu o consumo, enquanto a Barnes & Noble investia no leitor eletrônico Nook e mantinha presença digital mais forte.

Os principais problemas se combinaram ao longo dos anos:

Entrada tardia nas vendas digitais próprias
Lojas grandes com custos elevados
Perda de espaço em CDs e DVDs
Reação lenta ao crescimento dos livros eletrônicos

O que aconteceu no leilão da rede?

A Najafi Companies, por meio da Direct Brands, apresentou uma proposta de US$ 215 milhões e assumiria parte das obrigações. Credores rejeitaram os termos e defenderam um processo competitivo em busca de alternativa melhor.

O tribunal autorizou o leilão, mas o prazo terminou em 17 de julho sem oferta qualificada para manter a operação. A Borders então aceitou as liquidantes Hilco e Gordon Brothers para vender estoques, móveis e outros ativos.

Como a liquidação atingiu 10.700 trabalhadores?

A Borders empregava 10.700 trabalhadores ao decidir fechar as 399 lojas, incluindo cerca de 400 na sede de Ann Arbor. As liquidações começaram em julho, e as demissões avançaram conforme os estoques eram vendidos e cada unidade encerrava.

O processo terminaria em setembro de 2011. Algumas lojas interessaram à Books-A-Million, mas as negociações não impediram o encerramento nacional. As últimas unidades americanas fecharam, e a operação online foi desativada depois.

Quatro datas resumem a trajetória da companhia:

Data Acontecimento Efeito
1971 Ann Arbor
Fundação da primeira livraria
Início da expansão
Fevereiro de 2011 Capítulo 11
Pedido de proteção judicial
Busca por reorganização
Julho de 2011 Leilão sem proposta
Liquidação de 399 lojas
10.700 empregos atingidos
Setembro de 2011 Últimas unidades
Fim da operação americana
Rede encerrada

Leia também: O que diz a lei para quem circula apenas com a CNH Digital?

O encerramento apagou completamente o nome Borders?

Não. A rede americana desapareceu, mas a Barnes & Noble comprou marcas e dados de clientes. Operações internacionais licenciadas tiveram destinos diferentes porque não pertenciam necessariamente à companhia liquidada. Assim, o nome apareceu em alguns mercados depois de 2011.

A página da Borders Group resume a antiga rede, enquanto uma análise acadêmica da Universidade do Tennessee examina sua falência. O caso mostra que tamanho e reconhecimento não bastam quando dívida, custos físicos e mudança tecnológica avançam juntos.

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