Rodri, melhor jogador da Copa de 2026, manteve um Opel Corsa usado por anos: “não entendia gastar uma fortuna num carro”
Melhor jogador da Copa de 2026, Rodri manteve por anos um Opel Corsa usado comprado no início da carreira como símbolo de simplicidade fora de campo
Rodri Hernández foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2026, dias depois de a Espanha vencer a Argentina por 1 a 0 na final. Mas o meio-campista carregou por anos um símbolo bem menos glamouroso do sucesso: um Opel Corsa usado, comprado ainda no início de carreira.
Quem é Rodri e por que ele é notícia agora?
Rodri foi titular nos oito jogos da campanha espanhola e levou a Bola de Ouro do torneio, superando Lionel Messi (prata) e Kylian Mbappé (bronze).
É a primeira vez que um jogador espanhol recebe essa premiação desde que a Fifa passou a eleger o melhor da Copa, em 1982 — o tipo de gancho que traz de volta detalhes antigos e pouco explorados sobre ele.
Por que ele preferia um Opel Corsa usado a um carro de luxo?
Segundo o amigo Valentín Henarejos, em entrevista ao jornal espanhol Marca (via BeSoccer), “ele não entendia gastar uma fortuna num carro”.
Para Rodri, segundo o relato do amigo, “o importante era que o carro rodasse, e pronto” — enquanto colegas trocavam de carrão, ele manteve o mesmo veículo por anos.

Como foi a compra desse primeiro carro?
Em entrevista ao The Players Tribune, citada pelo FutbolRed, Rodri contou que comprou o Opel Corsa usado de uma senhora, quando tirou a carteira de motorista.
Ele tinha 3.000 euros guardados — cerca de R$ 17,3 mil na cotação de hoje — e a vendedora pedia 4.000 euros, quase R$ 23,1 mil. Precisou completar a diferença para fechar negócio.
O que essa atitude revela sobre o comportamento financeiro de Rodri?
O carro só foi trocado depois, por exigência de segurança e contrato do clube — não por vontade própria de ostentar.
Mesmo com contrato milionário e a Bola de Ouro de 2024 no currículo, o meio-campista manteve por anos um comportamento de gasto mais próximo do torcedor comum do que do estrelato do futebol europeu.
Como esse hábito se compara ao que a psicologia do dinheiro recomenda?
A escolha de Rodri ilustra um princípio comum entre quem lida bem com dinheiro, mesmo em alta renda:
- Separar “o que rende status” de “o que cumpre a função” — um carro serve para rodar, não para ser visto.
- Adiar upgrades até que exista uma razão concreta (no caso dele, segurança e contrato), não apenas capacidade financeira.
- Manter um bem por anos reduz o efeito da “esteira hedônica”, em que cada compra nova vira rapidamente o novo normal.
Como já mostramos ao analisar por que Rodri contraria o rótulo de jogador burocrático dentro de campo, fora dele o padrão se repete: discrição em vez de exibição.
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