EUA iniciam envio de ajuda humanitária a Cuba
Primeiro carregamento do plano de US$ 100 milhões chega a famílias cubanas via Igreja Católica
Um avião partiu de Miami nesta terça-feira, 21, carregando alimentos e produtos de higiene para cerca de 700 famílias cubanas, marcando a etapa inicial de um programa de assistência de US$ 100 milhões anunciado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.
A operação conta com a participação da Igreja Católica, da Catholic Relief Services (CRS) e da Cáritas Cuba, entidades responsáveis por levar os itens diretamente à população, sem passar pelas estruturas do governo cubano.
Distribuição via rede paroquial
O governo americano informou que a entrega dos donativos ficará a cargo de organizações religiosas, que utilizarão sua estrutura de paróquias espalhadas pela ilha.
Segundo o Departamento de Estado, “a entrega direta de bens humanitários por parte de representantes de paróquias locais na ilha garantirá que a assistência americana essencial chegue aos cubanos comuns que a necessitam, sem nenhuma oportunidade de desvio ou roubo por parte do regime”.
O lote inicial reúne itens não perecíveis e produtos básicos de higiene pessoal. A ação contou com a presença de Jeremy Lewin, funcionário responsável por Assistência Externa, Assuntos Humanitários e Liberdade Religiosa, além da assessora para o Hemisfério Ocidental, Viviana Bovo.
Ampliação de programa anterior
A iniciativa expande uma ação humanitária realizada no ano passado após a passagem do furacão Melissa, quando Washington, em parceria com a CRS e a Cáritas Cuba, destinou cerca de US$ 9 milhões em assistência à ilha.
Em maio, Rubio já havia anunciado a intenção de elevar esse valor para US$ 100 milhões, condicionando o repasse à atuação de organizações independentes.
Segundo o Infobae, o envio ocorre um dia depois da divulgação de um relatório de 100 páginas que classifica Cuba como ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. O documento aponta que o governo cubano manteve, ao longo de décadas, operações de inteligência contra interesses americanos e abrigou pessoas procuradas pela Justiça dos EUA.
A administração de Donald Trump tem intensificado medidas de pressão sobre Havana, incluindo novas sanções e restrições ao fornecimento de petróleo à ilha, ao mesmo tempo em que cobra mudanças políticas e econômicas do governo de Miguel Díaz-Canel.
As relações diplomáticas entre os dois países permanecem estagnadas, sem sinais de avanço nas negociações bilaterais.
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