Castração química divide debate, mas tem respaldo em pesquisa
Levantamento da RealTime Big Data mostra que 80% dos entrevistados avaliam positivamente a medida para condenados por crimes sexuais
A castração química para condenados por crimes sexuais voltou ao centro do debate sobre segurança pública após aparecer entre as propostas com maior apoio popular em pesquisa da RealTime Big Data divulgada nesta terça-feira, 21.
Segundo o levantamento, 63% dos entrevistados consideram a medida “muito importante” e 17% a classificam como “razoavelmente importante”. Ao todo, 80% avaliam a proposta de forma positiva. Outros 10% dizem que a iniciativa é pouco importante e 10%, nada importante.
A maior adesão aparece entre eleitores de perfil mais conservador. Entre os que declararam voto em Ronaldo Caiado, 82% consideram a medida muito importante. O índice chega a 79% entre eleitores de Jair Bolsonaro (Zema) e a 77% entre apoiadores de Renan Santos.
Entre eleitores de Lula, a avaliação de “muito importante” cai para 45%, embora permaneça como a principal resposta. Nesse grupo, 17% consideram a proposta nada importante.
A castração química consiste na aplicação de medicamentos para reduzir a libido de condenados por determinados crimes sexuais. Defensores da medida argumentam que ela pode diminuir a reincidência, enquanto críticos questionam sua eficácia e apontam possíveis violações a princípios constitucionais.
O Congresso já discutiu projetos sobre o tema, mas nenhuma proposta foi incorporada à legislação brasileira. Com o respaldo identificado pela pesquisa, a medida tende a reaparecer no debate eleitoral de 2026.
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