Patrus aposta na unificação do PT em Minas
Deputado afirma que buscará ampliar alianças com partidos da esquerda e do centro democrático
O deputado federal e pré-candidato ao governo de Minas Gerais Patrus Ananias (PT-MG, foto) afirmou nesta segunda-feira, 20, que uma das suas principais missões é unificar o PT.
“Unificar o Partido dos Trabalhadores (…) O ponto inicial é arrancarmos com o PT. Os próximos passos serão em busca de alianças democráticas, éticas. Os partidos que formam conosco a federação inicialmente, e depois outros partidos no campo da esquerda, do centro democrático, para alargarmos, cada vez mais, a possibilidade da nossa candidatura ao governo de Minas”, disse.
Patrus atendeu ao pedido do presidente Lula e confirmou sua pré-candidatura. Inicialmente, o plano inicial do petista era apoiar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB), mas ele anunciou que deixará a vida pública no fim deste ano, quando encerra seu mandato no Senado.
Sem o PT?
O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação e membro da campanha do presidente Lula, chegou a defender que o PT apoiasse um candidato de um partido aliado na disputa pelo governo de Minas Gerais.
Segundo o parlamentar, o partido ainda enfrenta elevada rejeição no estado em razão da gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT).
“Esse é um dos motivos pelo quais eu defendo que não seja um nome do PT, por conta do resultado do governo do (Fernando) Pimentel (o petista governou Minas entre 2015 e 2018). Mesmo levando em conta todas suas justificativas da época, as dívidas com a União, a avaliação do PT por lá foi muito ruim. Não é risco de fiasco, mas a melhor estratégia para Minas é ter um candidato que não seja do partido, que seja do arco de alianças. Claro que vamos ter que ver a disponibilidade e a disposição desses”, disse ao Globo.
Camilo também comentou a decisão da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), de rejeitar a possibilidade de disputar o governo estadual para concorrer ao Senado. Para o senador, há momentos em que lideranças precisam assumir determinadas missões políticas.
“O próprio Haddad, que não queria ser candidato em São Paulo e é um nome importante, com viabilidade. O resultado só temos quando termina o jogo. O nome mais competitivo hoje do PT seria Marília e ela tem resistido, colocado o nome dela para o Senado”, afirmou.
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