Espanha supera catimba argentina e conquista sua segunda Copa
Futebol de posse de bola da Seleção de Yamal foi premiado contra um time argentino que parecia mais interessado em provocar, mais uma vez
Quando a partida final da Copa do Mundo 2026 foi para o prorrogação, com o placar de 0 a 0, parecia que a Seleção argentina iria alcançar mais uma das muitas recuperações improváveis que conseguiu neste torneio.
Mas Ferran Torres conseguiu concluir em gol uma das várias chances criadas pela Espanha na decisão do mundial, e garantiu o segundo título de Copa de seu país.
A Seleção espanhola terminou a partida, vencida por um singelo 1 a 0, com 65% de posse de bola, 762 passes trocados e 12 chutes no gol adversário, forçando Dibu Martínez a fazer 11 defesas.
A Argentina não chutou uma única bola no gol de Unai Simón, trocou apenas 358 passes e teve Enzo Fernández expulso nos acréscimos do segundo tempo, por uma entrada dura que notabilizou a Seleção de Lionel Messi durante todo o torneio, gerando reclamações dos adversários.
Jogo limpo
O “jogo sujo” dos argentinos, tão criticado pelos adversários, especialmente os ingleses, que foram eliminados por eles na semifinal, não foi o bastante para superar o futebol de posse de bola envolvente da Seleção de Lamine Yamal.
E não foi por falta de provocação de jogadores como Leandro Paredes, que chegou a empurrar um adversário pelas costas na frente do árbitro, levando apenas um cartão amarelo.
Após tentar vencer durante toda a partida, Nico Williams, que entrou mal no segundo tempo, escorou um cruzamento para Ferran empurrar para o gol aberto.
A vitória premia uma seleção que cresceu ao longo do torneio, após o frustrante e surpreendente empate por 0 a 0 contra a sensação Cabo Verde na estreia.
Além do lateral Marc Cucurella, recém-contratado pelo Real Madrid, do armador Rodri e da estrela em ascensão Yamal, destaca-se o treinador Luis de la Fuente, que chegou desacreditado ao mundial e sai como um dos grandes responsáveis pelo título de uma Seleção que insistiu em jogar bonito, com a bola em seus próprios pés, sem se render aos modismos do momento.
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