Bolsonaro teve crise de soluços por 36 horas, aponta relatório enviado ao STF
Documento médico afirma que ex-presidente respondeu bem ao ajuste na medicação, mas ainda apresenta efeitos colaterais
Um relatório sobre as condições de saúde de Jair Bolsonaro, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que o ex-presidente enfrentou nesta semana um “forte e prolongado episódio de soluço”.
Segundo o documento, a crise teve duração aproximada de 36 horas consecutivas.
Para controlar o quadro, a equipe médica informou que foi necessário administrar doses extras de medicamentos específicos. O relatório aponta que Bolsonaro apresentou uma “resposta satisfatória” após o ajuste na medicação.
“O paciente vinha apresentando estabilidade nas últimas semanas, porém há três dias apresentou recorrência com forte e prolongado episódio de soluço (singulto), de forma contínua, com duração aproximada de 36 horas consecutivas”, diz trecho do relatório enviado ao STF.
Apesar do controle da crise, os médicos informaram ao STF que o ex-presidente ainda apresenta efeitos colaterais dos medicamentos de ação central utilizados no tratamento.
Os principais sintomas persistentes são sonolência e instabilidade crônica do equilíbrio corporal.
O boletim médico também informa que Bolsonaro segue uma rotina rigorosa de recuperação, com dieta restrita, sessões de fisioterapia e exercícios, além de cuidados preventivos para evitar quedas e episódios de refluxo.
A equipe responsável pelo relatório afirmou que, com exceção do aumento temporário da medicação para controlar os soluços, os demais remédios de uso contínuo permanecem inalterados.
No momento, o quadro geral do ex-presidente é considerado estável.
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