Caiado atribui desgaste de Flávio a “problemas de ordem pessoal”
Pré-candidato do PSD diz que pesquisas refletem dificuldades enfrentadas pelo senador e afirma que campanha perdeu o foco com polêmicas
O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta sexta-feira, 17, que os principais obstáculos enfrentados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida ao Palácio do Planalto decorrem de crises pessoais, e não dos ataques de adversários políticos. A declaração foi dada durante entrevista coletiva em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, em meio ao avanço da pré-campanha para as eleições de 2026.
Ao comentar o desempenho do adversário nas pesquisas de intenção de voto, Caiado rejeitou a ideia de que fatores externos estejam comprometendo a candidatura do senador.
“Quem está prejudicando a campanha de Flávio é ele mesmo. São os problemas dele, problemas de ordem pessoal dele é que estão comprometendo a campanha dele. Não estou fazendo crítica, estou simplesmente lendo as pesquisas”, afirmou.
Questionado sobre a foto de Flávio ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como ligado ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, Caiado evitou fazer comentários sobre o episódio.
“Não saberia dizer”, respondeu.
Na sequência, porém, afirmou que episódios como esse acabam desviando o debate dos temas que, em sua avaliação, deveriam dominar a campanha presidencial.
“Você vê que, em vez de discutir pontos relevantes, estamos discutindo foto, briga familiar, envolvimento em corrupção e escândalo”, declarou.
A campanha de Flávio atravessa uma sequência de desgastes desde junho. Além da repercussão da imagem com o chamado “Sicário”, o senador enfrentou atritos públicos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que divulgou um vídeo nas redes sociais acusando o enteado de tê-la desrespeitado e de tentar afastá-la das decisões políticas do PL.
Caiado também comentou a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos após o anúncio da tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O presidenciável classificou como “infeliz” a declaração do secretário de Estado americano, Marco Rubio, de que o presidente Lula (PT) não negociou “de boa-fé”.
Apesar da crítica ao governo americano, Caiado voltou a responsabilizar tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro pela condução política da crise.
“Cada um interessado em poder se eleger diante dessa crise provocada com os Estados Unidos”, afirmou, ao acusar os dois pré-candidatos de priorizarem interesses eleitorais em vez da defesa dos interesses do país.
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