Figueiredo rebate Caiado após crítica a Flávio: “Deveria estar ajudando”
Jornalista afirmou que senador buscou adiar o tarifaço para negociar um acordo positivo com os Estados Unidos
O jornalista Paulo Figueiredo rebateu nesta quinta-feira, 16, a publicação do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), na qual afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria viajado aos Estados Unidos para “implorar” ao presidente americano, Donald Trump, que adiasse o tarifaço para depois das eleições, e não para que a medida fosse cancelada.
Em postagem no X, Figueiredo afirmou Flávio defendeu apenas o adiamento da medida até que, caso seja eleito presidente, tenha “legitimidade para negociar um bom acordo” entre Brasil e Estados Unidos.
“Você deve gostar de acordo com os EUA, uma vez que meses atrás estava aqui beijando a mão dos americanos e assinando um MOU – inócuo e eleitoreiro – sobre terras raras. Obviamente, Flávio não quer herdar um Brasil ainda mais quebrado do que já vai herdar.”
Na mesma publicação, o jornalista afirmou que Caiado deveria “estar ajudando”, em vez de fazer “papel de ridículo”.
As críticas de Caiado
Na quarta, 15, Caiado havia afirmado que o novo tarifaço poderá “destruir quem alimenta” o país.
“Ninguém fala sobre isso. China taxa nossa carne em 55%. UE vetou a carne brasileira. EUA vão taxar em 25%. Três ataques ao agro e zero resposta do governo, só cuidados paliativos. Em Goiás, sem subsídio, sem discurso, viramos o maior produtor de etanol de milho do país. Isso é gestão!”, escreveu o ex-governador no X.
Já nesta quinta, 16, após a confirmação da aplicação de uma nova tarifa, o ex-governador culpou Flávio e o presidente Lula pela medida. Caiado afirmou que a medida representa uma “penalização direta a quem trabalha e a quem produz no Brasil” e acusou governo e oposição de colocarem interesses eleitorais acima da defesa do país.
“Um fazendo piada com a ditadura do Trump e o outro pedindo para que realmente fosse adiado para depois das votações. Então eu pergunto a Lula e ao Flávio: vocês estão defendendo o interesse de uma campanha eleitoral. O Brasil ficou de fora da defesa de vocês e o Brasil está sendo penalizado agora”, disse.
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