Passageiro tirou o cinto no banco traseiro para alcançar uma mochila, permaneceu assim por alguns minutos e os pontos acabaram atingindo a CNH de outra pessoa
A infração é atribuída ao motorista, mesmo quando o ocupante retira o dispositivo por iniciativa própria durante o trajeto.
O passageiro sem cinto pode fazer os pontos chegarem à CNH do motorista, mesmo quando foi ele quem soltou o dispositivo no banco traseiro. Tirar o cinto para alcançar uma mochila não cria exceção, ainda que a situação dure poucos minutos durante o deslocamento.
Por que os pontos atingem a CNH do motorista?
O motorista responde pelo uso do cinto pelos ocupantes transportados. Para a fiscalização, deixar um passageiro viajar sem o dispositivo constitui infração atribuída ao condutor, ainda que o próprio ocupante tenha decidido retirá-lo sem aviso ou autorização.
O Código de Trânsito Brasileiro exige o cinto para condutor e passageiros nas vias do território nacional. Como a responsabilidade administrativa recai sobre quem dirige, a CNH do passageiro não recebe os pontos apenas porque ele estava sem o equipamento.

Tirar o cinto por alguns minutos também configura infração?
Sim. A legislação não estabelece tolerância baseada no tempo em que o passageiro permaneceu solto. Se o veículo está circulando e a pessoa retira o cinto para alcançar uma mochila, trocar de lugar ou ajustar algum objeto, a obrigação deixa de ser cumprida naquele momento.
O motorista deve pedir que o ocupante espere uma parada segura. Caso seja necessário pegar algo fora de alcance, a alternativa correta é estacionar em local permitido, realizar o movimento e recolocar o cinto antes de retornar à circulação.
Qual penalidade pode ser aplicada nessa situação?
Deixar o passageiro sem cinto é infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH do condutor. O artigo 167 também prevê a retenção do veículo até que o equipamento seja colocado corretamente pelo ocupante.
A penalidade não aumenta conforme os minutos sem proteção. Também não existe desconto porque o passageiro estava no banco traseiro, pois o uso é obrigatório em todos os assentos que possuem o equipamento exigido para aquele veículo.
A infração pode ser registrada sem o veículo ser parado?
O Manual Brasileiro de Fiscalização admite a constatação sem abordagem. O agente pode registrar a infração ao visualizar claramente um passageiro sem cinto, devendo indicar no auto qual assento era ocupado quando não ocorre a parada do veículo.
A abordagem facilita a identificação imediata do motorista e permite aplicar a retenção até a colocação do equipamento. Sem parada, a autuação ainda pode prosseguir, mas a medida de retenção não será executada naquele instante.
O que acontece quando o proprietário não estava dirigindo?
Quando o veículo é parado, o motorista costuma ser identificado no próprio auto. Se não houver abordagem e a notificação chegar ao proprietário ou ao principal condutor cadastrado, o verdadeiro motorista poderá ser indicado dentro do prazo informado, normalmente de 30 dias.
Sem a indicação, a responsabilidade pode permanecer com o principal condutor ou, na ausência dele, com o proprietário. A defesa contra a autuação e a identificação do motorista são procedimentos diferentes, por isso contestar a multa não substitui a indicação.
- Conferir o código, a data e o local registrados na notificação.
- Verificar quem dirigia o veículo no momento da ocorrência.
- Respeitar o prazo indicado para apresentar o real condutor.
- Guardar o protocolo e os documentos enviados ao órgão autuador.
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Como evitar que a atitude do passageiro gere pontos?
O condutor deve confirmar que todos estão com o dispositivo corretamente colocado antes de iniciar o movimento e interromper o trajeto em local seguro quando alguém precisar retirá-lo. Avisos verbais não afastam a responsabilidade se a viagem continuar.
Além de evitar multa, o cinto de segurança impede que o passageiro traseiro seja lançado contra os bancos dianteiros ou outros ocupantes. A regra prática é simples: o veículo só volta a circular depois que todos estiverem protegidos.
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