“O Oruam, se quiser, pode visitar o Marcinho VP na cadeia”, diz Flávio
Em entrevista ao Flow, Flávio Bolsonaro classifica como "desproporcional" a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir, por 90 dias, visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em entrevista ao Flow Podcast, o parlamentar afirmou que a medida é “exagerada” e “desproporcional” e comparou a restrição imposta ao ex-presidente com a possibilidade de o rapper Oruam visitar o pai, o traficante Marcinho VP, que está preso.
“Então agora essa decisão dele de impedir um filho de falar com o pai é foi de um exagero, de uma desproporcionalidade. E o Oruam se quiser visitar o Marcinho VP, que é o pai dele, na cadeia, ele vai. Mas o Bolsonaro que não fez nada, que é inocente, ele tem essa essa restrição e não coincidentemente ele proíbe de falar por 90 dias. Exatamente o prazo que vai se encerraria imediatamente após o primeiro turno das eleições“, afirmou.
Flávio também acusou Moraes de promover uma “interferência clássica” e “descarada” para dificultar a atuação política do grupo ligado ao ex-presidente.
“Então assim, é uma interferência clássica, descarada de tentar dificultar ainda mais o nosso trabalho. Não satisfeito de tentar enterrar o presidente Bolsonaro vivo. Essa camisa aqui é um pouco alusão isso, né? tentaram nos enterrar, esqueceram, que éramos semente. O presidente Bolsonaro plantou uma semente, uma ideia, um movimento que não vai ser isso que vai impedir que ele continue avançando e a gente tá aqui para continuar dando mais força ainda, defendendo aquilo que a gente acredita que é o melhor pro nosso país.”
Moraes proíbe visitas de Flávio
Além de suspender as visitas de Flávio a Jair até o primeiro turno das eleições, o magistrado determinou que a defesa do ex-presidente esclareça, em 48 horas, se ele tinha conhecimento de que uma carta escrita durante a prisão domiciliar seria divulgada nas redes sociais do filho.
No despacho, Moraes encaminhou o caso ao procurador-geral eleitoral para apuração de eventual prática de propaganda eleitoral antecipada.
Segundo o ministro, Flávio utilizou o benefício de visita a Bolsonaro para obter um documento que tinha como finalidade exclusiva ser divulgado nas redes sociais, o que burlaria a proibição imposta ao ex-presidente de utilizar plataformas digitais, direta ou indiretamente.
“O contraste é evidente. Preso em 2018, Lula recebeu centenas de visitas e manteve interlocução política com seus aliados, inclusive Fernando Haddad. Durante a campanha eleitoral, manifestou-se publicamente por cartas, chegando a pedir votos para o candidato que o substituiu. Ainda preso, concedeu entrevistas à imprensa em 2019, e suas declarações repercutiram amplamente nas redes sociais”, disse Marinho sobre a decisão de Moraes.
“Não reivindicamos privilégios, mas igualdade perante a lei. Punir um filho e impedir o contato familiar porque ele tornou pública uma mensagem do pai representa uma grave tentativa de silenciamento”, acrescentou o parlamentar, que concluiu.
“Calar um preso dessa maneira é inconstitucional e representa a retomada de práticas próprias de regimes autoritários. Calar Bolsonaro é tentar calar a expressiva parcela da população brasileira que ele representa”.
Leia também: Flávio acusa Moraes de tentar “interferir nas eleições”
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Comentários (1)
Fabio
16.07.2026 03:55Esse Oruan está foragido, animal. Igual você em breve, pelo que ameaça ser vazado...