Prefeitura de SP barra mototáxi da Uber
Comitê rejeita credenciamento da empresa por falta de seguro de acidentes pessoais; Ricardo Nunes é contra
A Uber teve negado o pedido para operar mototáxi por aplicativo na cidade de São Paulo. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 15, pelo Comitê Municipal de Uso do Viário (CMVU), órgão ligado à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, sob comando da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
O colegiado votou de forma unânime contra a autorização. Segundo apuração da coluna Painel, a recusa se deve ao fato de a empresa não ter cumprido a exigência de contratação de seguro de acidentes pessoais, condição prevista para o credenciamento de operadoras do serviço na capital paulista.
A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Uber para comentar o assunto, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.
Histórico de disputas
A relação entre a prefeitura e a empresa já era marcada por atritos. A Uber chegou a oferecer o transporte por motos em regiões fora do centro expandido em 2025, suspendendo a atividade após a regulamentação municipal, cujas regras considerou de difícil cumprimento.
Ricardo Nunes se posiciona publicamente contra o mototáxi por aplicativo e só editou as normas do setor depois de determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda assim, a Uber voltou a solicitar autorização à prefeitura recentemente.
A concorrente 99, por sua vez, já havia desistido de pleitear a operação do serviço antes mesmo da nova tentativa da Uber.
Entre os pontos criticados pelas plataformas estão a obrigatoriedade de curso de especialização para motoristas, o credenciamento prévio junto à prefeitura e a contratação de seguros específicos.
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