Kassab anuncia convenção estadual do PSD com Caiado e Tarcísio
Evento marcado para 26 de julho, em São Paulo, marcará início das campanhas
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, informou que a convenção estadual do partido será realizada no dia 26 de julho, em São Paulo.
O evento contará com a presença do pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), do governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além dos pré-candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PL) e André do Prado (PL).
A convenção terá início às 9h, na Rua Santo Antônio, nº 184, em São Paulo.
Vice na chapa de Caiado
Em 1º de julho, Kassab foi anunciado como o vice da chapa do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado.
Com isso, o partido partirá para a eleição presidencial em uma ‘chapa-pura’.
O nome de Kassab estava sendo ventilado desde maio por integrantes da sigla, principalmente após dificuldades em se formar uma coalizão com outras siglas de centro-direita como União Brasil e o Progressistas.
Apesar disso, os dirigentes do PSD nos estados estarão aptos a fazer aliança com qualquer sigla, quer seja PT de Lula ou PL de Jair Bolsonaro.
“Temos uma convicção de que a República está podre. Os Poderes estão contaminados. O PSD está preparado para dar a sociedade as respostas que ela precisa. Temos um pré-candidato que está preparado para governar o país”, declarou Kassab após o anúncio oficial de Caiado.
Ofensiva contra Flávio
Nos últimos dias, Caiado partiu para o ataque contra Flávio Bolsonaro.
Na segunda, 13, o ex-governador questionou a estratégia adotada pelo senador, que divulgou uma carta assinada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentando o senador como seu “porta-voz” durante o período eleitoral.
Sem citar diretamente Flávio, Caiado afirmou que um candidato à Presidência precisa demonstrar independência para tomar decisões e exercer a liderança do país.
“Porque um candidato à Presidência precisa provar que decide sozinho nos momentos mais duros. O eleitor não quer um presidente que precise de aval constante de outra liderança; quer alguém capaz de conduzir o país por conta própria.”
Na sequência, o ex-governador acrescentou que um chefe de Estado deve transmitir segurança em momentos de crise.
“Pense numa crise envolvendo Venezuela, Bolívia ou Argentina. Nesse momento, ninguém pode ter dúvida sobre quem manda, muito menos imaginar que o presidente precisa primeiro ouvir alguém antes de agir.”
Caiado concluiu afirmando que a liderança deve ser conquistada, e não transferida.
“Esse contraste entre autonomia e dependência pode virar um eixo central do debate. Porque, numa eleição presidencial, liderança não se herda, se demonstra.
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