PF indicia ex-presidente do INSS e ex-dirigentes por corrupção em desvios de aposentadorias
Alessandro Stefanutto e ex-dirigentes foram indiciados no primeiro relatório final da Operação Sem Desconto
A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro e Nacional do Seguro Nacional (INSS), Alessandro Stefanutto (foto), o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de benefícios André Fidelis e outros investigados por suspeita de corrupção e outros crimes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Este é o primeiro relatório final apresentado no âmbito da Operação Sem Desconto, que resultou no indiciamento de 48 pessoas. Deflagrada em abril do ano passado, a investigação apura um esquema de desvios estimado em cerca de R$ 6 bilhões.
De acordo com a PF, Stefanutto omitiu-se na fiscalização das entidades associativas em troca de pagamentos de propina.
“Em troca de sua omissão fiscalizatória deliberada recebeu propinas mensais recorrentes que alcançaram o patamar de R$ 250.000,00 mensais”, diz.
Operação Sem Desconto
Stefanutto foi preso em novembro de 2025 e já havia sido afastado da presidência do INSS meses antes, após o avanço das investigações.
A suspeita é de que ele tenha atuado para interferir na apuração, inclusive questionando medidas contra associações investigadas.
A suspensão dos salários vale desde a data da prisão, mas só foi aplicada na folha de fevereiro. Por isso, a AGU informou que adotará medidas para reaver valores pagos entre novembro e janeiro.
A operação da Polícia Federal apura um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
As cobranças eram feitas diretamente nos benefícios pagos a segurados do INSS.
As investigações indicam que o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
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