Quanto custa construir um metro quadrado no estado de São Paulo: o CUB atualizado
O índice oficial do SindusCon-SP marcou R$ 2.221,44 por metro quadrado em junho de 2026, com alta de 2,24% no mês; veja os valores por tipo de obra e o que fica de fora da conta.
- ● O valor oficial mais recente do metro quadrado em São Paulo.
- ● O motivo da maior alta registrada neste ano.
- ● Como escolher a tabela correta para o seu tipo de obra.
- ● Os custos importantes que o CUB deixa completamente de fora.
Antes de levantar uma obra, a primeira pergunta costuma ser sempre a mesma: quanto custa o metro quadrado. No estado de São Paulo a resposta oficial tem nome próprio: o CUB, o Custo Unitário Básico que o SindusCon-SP calcula todo mês em parceria com a Fundação Getulio Vargas. É o índice usado por construtoras, incorporadoras e cartórios de registro de imóveis, e também o termômetro de como evoluem os custos do setor. Aqui explicamos quanto ele marca hoje, o que inclui e como usá-lo sem errar.
Qual é o valor vigente do CUB em São Paulo?
O CUB de julho de 2026 ainda não foi divulgado. O SindusCon-SP publica o índice de cada mês até o 5º dia do mês seguinte, de modo que o dado de julho será conhecido até 5 de agosto de 2026.
A referência oficial vigente é a de junho de 2026: o CUB representativo da construção paulista, o padrão R8-N, ficou em R$ 2.221,44 por metro quadrado sem desoneração, e em R$ 2.146,08 com desoneração da folha de pagamentos.
Quanto o índice subiu neste ano?
Junho registrou a maior alta mensal de 2026, com todos os componentes do índice em elevação. A mão de obra foi o principal motor do encarecimento.
O índice subiu 2,24% no mês, acumulando 4,59% no ano e 6,50% em doze meses. Por rubrica, a mão de obra avançou 3,10%, os materiais 1,02% e as despesas administrativas 2,73%.
Quanto custa o metro quadrado segundo o tipo de obra?
O CUB não é um número único: muda conforme a tipologia do projeto e o nível de acabamento. Estes são os valores de junho de 2026 sem desoneração, em reais por metro quadrado.

Estas são as principais referências:
- R-1 (casa unifamiliar): 2.175,81 baixo · 2.670,26 normal · 3.227,44 alto.
- R-8 (edifício de 8 pavimentos): 1.935,81 baixo · 2.221,44 normal · 2.605,71 alto.
- R-16 (edifício de 16 pavimentos): 2.158,46 normal · 2.822,68 alto.
- PP-4 (prédio popular de 4 pavimentos): 2.032,84 baixo · 2.486,71 normal.
- PIS (projeto de interesse social): 1.513,31.
- CAL-8 (comercial andar livre): 2.575,71 normal · 2.725,56 alto.
- CSL-8 (comercial salas e lojas): 2.220,56 normal · 2.390,12 alto.
- CSL-16: 2.962,88 normal · 3.124,94 alto.
- RP1Q (residência popular): 2.375,84.
- GI (galpão industrial): 1.258,66.
O que é a tabela desonerada e quem pode usá-la?
Existe uma segunda tabela com valores entre 3% e 4% mais baixos. A diferença não está na metodologia, mas nos encargos sociais: o cálculo desonerado não considera a incidência dos 20% da previdência social nem suas reincidências.
Seus valores residenciais são: R-1 em 2.108,68 (baixo), 2.575,54 (normal) e 3.124,64 (alto); R-8 em 1.882,64, 2.146,08 e 2.526,26; R-16 em 2.085,92 e 2.733,39; PP-4 em 1.976,25 e 2.450,27; e PIS em 1.467,60. Só podem usá-la as empresas cuja atividade principal esteja enquadrada nos grupos 412, 432, 433 e 439 da CNAE 2.0, e ela não se aplica às incorporadoras (grupo 411).
Como calcular o custo de uma obra com o CUB?
O cálculo base é uma multiplicação simples: metros quadrados pelo valor do padrão que corresponde ao seu projeto. O importante é escolher bem a tipologia, como mostra o orçamento de uma casa de 100 m² em 2026.
Para uma casa de 150 m² de padrão normal, a referência é o R-1 normal:
- 150 m² × R$ 2.670,26 = R$ 400.539,00.
- Se fosse de padrão baixo: R$ 326.371,50.
- Se fosse de padrão alto: R$ 484.116,00.
- Use sempre o CUB do estado onde a obra será executada, já que o valor do metro quadrado muda bastante de um estado para outro.
- Trate o valor como um piso de referência, nunca como o orçamento final.

O que o CUB não inclui?
Aqui está o erro mais caro que se comete com este índice. O CUB, instituído pela Lei 4.591/64 e calculado conforme a norma ABNT NBR 12.721, cobre materiais, mão de obra, despesas administrativas e equipamentos dos projetos-padrão definidos na norma. Mas deixa de fora os itens da seção 8.3.5 da NBR 12.721/06.
Ficam excluídos, entre outros:
- O terreno e as fundações especiais.
- Elevadores e instalações especiais, como ar-condicionado ou automação.
- Os projetos: arquitetônico, estrutural e de instalações.
- Paisagismo, piscina e licenças, que devem ser orçados à parte.
- A remuneração da construtora ou incorporadora (BDI).
O que convém lembrar sobre o CUB em São Paulo
O CUB é a referência oficial do custo por metro quadrado no estado de São Paulo e é de uso obrigatório nos registros de incorporação imobiliária. Em junho de 2026 o padrão R8-N marcou R$ 2.221,44 por metro quadrado, com alta de 2,24% no mês, e o valor de julho será publicado até 5 de agosto. Conforme a tipologia, a faixa vai de R$ 1.258,66 de um galpão industrial até R$ 3.227,44 de uma casa de alto padrão. É um excelente ponto de partida, mas como exclui terreno, projetos, impostos e BDI, o custo real da obra sempre fica acima.
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui um orçamento técnico elaborado por um profissional. Antes de fechar números, consulte a tabela vigente no SindusCon-SP e trabalhe com um engenheiro ou arquiteto.
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