Brasil envia 48 toneladas de leite em pó para Cuba
Ilha caribenha tem passado por apagões e está em situação pior desde a queda do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela
O governo brasileiro anunciou uma missão de solidariedade internacional com o envio de 48 toneladas de leite em pó para Cuba.
A iniciativa foi apresentada como uma resposta direta à grave crise socioeconômica enfrentada pela ilha caribenha, que alega ter sido severamente impactada pelo endurecimento do bloqueio econômico e por restrições severas ao abastecimento de energia e alimentos.
Detalhes da operação logística da FAB
A operação de transporte está sendo coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e executada pela Força Aérea Brasileira (FAB). O cronograma de entregas foi dividido em duas etapas principais:
- Primeira remessa: Na segunda-feira, 13, um voo da FAB partiu com as primeiras 16 toneladas do alimento, tendo como destino a cidade de Santiago de Cuba.
- Segunda remessa: Nesta terça-feira ,14, um segundo voo decola de Porto Alegre carregando as 32 toneladas restantes.
A previsão é que ambas as aeronaves cheguem ao território cubano na quarta-feira, 15, reforçando o compromisso brasileiro em mitigar a insegurança alimentar na região.
As causas da crise em Cuba
Os apoiadores do regime cubano atribuem o cenário crítico na ilha ao bloqueio econômico que já perdura quase 70 anos, mas os problemas por que passa o regime venezuelano afetaram Cuba, comandada por um regime ditatorial de décadas e dependente de ajuda estrangeira.
O governo americano impôs restrições navais contra a Venezuela, que era a principal fornecedora de combustível da ilha caribenha. A queda de Nicolás Maduro afetou a já debilitada economia cubana.
Em janeiro de 2026, a situação se agravou quando os Estados Unidos passaram a ameaçar com sanções qualquer entidade que vendesse petróleo para Cuba, resultando em um período de três meses sem recebimento de insumos energéticos.
Mais recentemente, o Departamento de Estado norte-americano ampliou a pressão com novas sanções focadas nos setores de mineração de ouro, turismo e na estatal petrolífera cubana.
O impacto no cotidiano
As sanções internacionais numa ilha que não tem uma economia forte têm gerado consequências diretas para os cidadãos. Entre os principais problemas relatados estão:
- Aumento nos apagões elétricos devido à falta de combustível.
- Elevação nos preços de produtos de primeira necessidade.
- Colapso parcial do transporte público.
- Redução na oferta da cesta básica subsidiada pelo Estado.
Para muitos moradores de Havana, o momento atual é considerado o mais difícil da história recente do país.
Esta não é a primeira vez que o Brasil oferece auxílio à ilha nos últimos anos.
Em 2025, o governo brasileiro já havia realizado doações em resposta aos danos causados pelo Furacão Melissa.
Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), o Palácio do Planalto continua monitorando a situação e novas doações, que podem incluir medicamentos e outros alimentos, já estão em fase de avaliação.
Leia mais: Cuba também vai cair de Maduro?
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Comentários (5)
LEDI MACHADO DOS SANTOS
14.07.2026 15:15Parece que não tem criança precisando de leite no Brasil! O custo de uma lata em pó é demais para os mais necessitados.
Rosa
14.07.2026 13:11Agora o certo seria para a Venezuela.
Marian
14.07.2026 09:45Nada contra ajudar pessoas, mas ajudar a regime é bem diferente. E a dívida de 700 milhões de dólares, já foi paga ao Brasil?
Mariad
14.07.2026 09:33Ainda bem que painho extirpou a fome no brazil e ainda, com salários dignos e alto nivel de emprego e traabalho, as famílias tem mesa farta e painho pode doar o excesso de alimento ,pprincipalmente o leite.
Ainda bem que somos um país rico e aqui ninguém passa fome. O bom disso tudo é que qualquer hora o Brasil começa a sofrer sanções semelhantes. As taxas ja chegaram, so nao incomodam os politicos ricos como nosso semianalfabrto Lula.