Ele vive há 21 anos em uma ilha remota e construiu sozinho nove estruturas para depender cada vez menos da cidade
Mark Young transformou 20 acres de floresta em uma propriedade com energia própria, água, alimentos e um enorme estúdio de dança
Durante mais de duas décadas, um homem transformou um terreno coberto por floresta em um lugar capaz de fornecer abrigo, energia, água e parte dos alimentos. O que começou como uma busca por liberdade acabou se tornando um conjunto impressionante de construções feitas com as próprias mãos, longe da rotina e da infraestrutura das grandes cidades.
Por que alguém escolheria morar tão longe da cidade?
Viver em uma ilha remota significa abrir mão de facilidades que parecem básicas para a maioria das pessoas. Não há rede elétrica convencional, coleta pública de lixo, abastecimento municipal de água ou acesso rápido a lojas, hospitais e oficinas. Qualquer problema precisa ser previsto com antecedência ou resolvido com os recursos disponíveis no próprio local.
Para Mark Young, essa distância representava a oportunidade de experimentar outra forma de vida. Depois de enfrentar uma grave lesão cerebral provocada por um acidente de carro, ele buscou um ambiente onde pudesse reconstruir sua rotina, trabalhar com o corpo e desenvolver projetos sem seguir os padrões rígidos das construções urbanas.
Como começou a vida fora da rede de Mark Young?
Mark mudou-se para a ilha de Lasqueti, na Colúmbia Britânica, no Canadá, e passou a ocupar uma propriedade de aproximadamente 20 acres. Ao longo de 21 anos, construiu nove estruturas experimentais utilizando madeira, pedra, terra e outros materiais encontrados ou reaproveitados na própria região.
- Cabana usada como residência principal
- Edificações destinadas aos sistemas de energia solar
- Sauna construída para uso na propriedade
- Espaço coletivo para receber hóspedes e participantes
- Galinheiros e estruturas ligadas à produção de alimentos
- Grande estúdio dedicado a oficinas de dança
Leia também: A tática impressionante das orcas que saem da água, caçam na areia e arriscam ficar presas na praia
Para complementar o tema, o canal Exploring Alternatives apresenta o vídeo “21 Years Living Off-Grid on a Remote Island in a Self-Built Cabin & Homestead”. O material acompanha Mark Young pela propriedade, mostra as construções erguidas ao longo de duas décadas e explica como funcionam os sistemas de energia, água, aquecimento e produção de renda:
O projeto mais impressionante é o Leviathan Studio, um espaço de aproximadamente 186 metros quadrados criado para atividades de dança e encontros. A estrutura recebeu esse nome porque suas vigas curvas lembram as costelas de uma baleia. O piso suspenso foi montado sobre pneus de automóveis reaproveitados para absorver impactos e tornar os movimentos mais confortáveis.
Como ele conseguiu produzir energia e aquecer a casa?
A propriedade não está conectada à rede elétrica tradicional. Para alimentar luzes, aparelhos e ferramentas, Mark instalou dois sistemas solares independentes. Um deles utiliza baterias de lítio, enquanto o outro trabalha com baterias de chumbo-ácido, criando uma reserva adicional para períodos com menor incidência de sol.
Além dos painéis solares, uma pequena roda movida pela água ajuda a gerar eletricidade. O aquecimento vem de fogões a lenha equipados com trocadores de calor, capazes de aquecer o ambiente e também a água utilizada na rotina. Cada solução foi instalada gradualmente, conforme as necessidades apareciam e os recursos permitiam.
O que sustenta a vida fora da rede durante o ano inteiro?
A autonomia depende de vários sistemas que precisam funcionar em conjunto. A água vem de um poço perfurado, enquanto lagoas de captação armazenam chuva para irrigar jardins e ajudar na proteção contra incêndios florestais. A internet é fornecida por satélite, permitindo comunicação mesmo em uma área afastada.
| Necessidade | Solução adotada | Função na propriedade |
|---|---|---|
| Eletricidade | Dois sistemas de painéis solares | Alimentar ferramentas, iluminação e aparelhos |
| Energia complementar | Roda de microgeração hidráulica | Produzir eletricidade com o fluxo da água |
| Abastecimento de água | Poço perfurado e captação de chuva | Uso doméstico, irrigação e proteção contra fogo |
| Aquecimento | Fogões a lenha com trocadores de calor | Aquecer os espaços e a água |
| Comunicação | Internet via satélite | Contato, trabalho e organização das atividades |
A página do Leviathan Studio apresenta o espaço criado na propriedade e sua ligação com encontros, práticas corporais e oficinas. O local não funciona apenas como residência isolada, mas também como um ponto de convivência onde Mark recebe pessoas interessadas em dança, construção alternativa e formas menos convencionais de organização.
De onde vem o dinheiro necessário para manter a propriedade?
Mesmo vivendo longe dos centros urbanos, Mark ainda precisa comprar ferramentas, peças, combustível e alimentos que não consegue produzir. Para cobrir essas despesas, ele promove oficinas de dança de contato, trabalha dentro e fora da ilha, vende ovos produzidos por suas galinhas e comercializa madeira serrada em equipamentos próprios.
A horta fornece frutas e verduras, enquanto as aves produzem ovos e também podem servir como alimento. No entanto, ele não é totalmente independente do comércio. Parte dos mantimentos é encomendada em uma ilha vizinha, mostrando que viver dessa maneira reduz a dependência da cidade, mas não elimina completamente a necessidade de comprar produtos externos.

Quais foram os maiores desafios de construir tudo sozinho?
Uma das vantagens encontradas por Mark foi a ausência de um fiscal de construções na ilha, o que permitiu experimentar formatos, materiais e técnicas pouco comuns. Essa liberdade tornou possível criar edificações curvas, pisos sobre pneus e soluções desenvolvidas diretamente no terreno, sem a obrigação de seguir cada etapa dos modelos convencionais.
Por outro lado, a mesma situação trouxe dificuldades. Construções experimentais podem enfrentar obstáculos para conseguir seguro, financiamento ou aprovação de determinadas instituições. Também existe o desgaste físico de cortar madeira, transportar pedras, manter equipamentos e realizar reparos sem uma grande equipe disponível.
O que a vida fora da rede ensina sobre independência?
A experiência de Mark mostra que autonomia não significa viver completamente sozinho. Embora tenha construído grande parte da propriedade e criado sistemas próprios, ele mantém contato com moradores da ilha, participa de jogos de xadrez, recebe visitantes e troca ajuda com os vizinhos quando necessário.
Depois de 21 anos, o principal resultado não é apenas uma cabana isolada, mas uma pequena estrutura de vida criada passo a passo. Energia, água, trabalho e abrigo foram organizados para reduzir a dependência externa, enquanto a comunidade continua importante nos momentos em que uma pessoa sozinha não consegue resolver tudo.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)