Banco Central alerta brasileiros que podem ter dinheiro esquecido disponível para saque
Mais de 50 milhões de pessoas e empresas ainda possuem recursos pendentes, que podem ser consultados gratuitamente pelo sistema oficial.
O dinheiro esquecido em bancos, consórcios e outras instituições pode ser consultado gratuitamente pelo sistema oficial do Banco Central. Dados divulgados em junho de 2026 indicavam cerca de R$ 10,3 bilhões ainda disponíveis para mais de 50,3 milhões de pessoas e empresas.
O que é o dinheiro esquecido informado pelo Banco Central?
São recursos de pessoas ou empresas que permaneceram em instituições financeiras sem resgate. O Sistema de Valores a Receber identifica qual instituição deve devolver o dinheiro.
O serviço oficial para consultar e solicitar Valores a Receber também abrange pessoas falecidas e empresas encerradas, mediante acesso do herdeiro, inventariante ou representante legal habilitado.

De onde podem ter surgido esses valores disponíveis?
O saldo pode vir de conta-corrente ou poupança encerrada, cota de cooperativa de crédito, consórcio finalizado ou cobrança indevida. Também entram recursos mantidos em contas de pagamento, corretoras e distribuidoras encerradas.
O sistema não reúne FGTS, PIS/Pasep, abono salarial, precatórios ou dinheiro mantido em contas abertas sem movimentação. Esses recursos possuem canais e regras próprias, diferentes do serviço administrado pelo Banco Central.
Como consultar gratuitamente se existe dinheiro para sacar?
A consulta inicial exige CPF e data de nascimento ou CNPJ e data de abertura. Os dados são inseridos na área pública de valoresareceber.bcb.gov.br, sem necessidade de login.
Com resultado positivo, o usuário acessa o sistema usando conta Gov.br nível prata ou ouro e verificação em duas etapas. A área mostra valor, origem, instituição responsável e opções de devolução.
Quanto dinheiro permanece esquecido nas instituições?
Até abril de 2026, aproximadamente R$ 10,3 bilhões continuavam disponíveis para mais de 50,3 milhões de beneficiários. Os números possuem dois meses de defasagem e foram divulgados pelo Banco Central em junho.
As estatísticas do Sistema de Valores a Receber mostram que a maioria possui quantias pequenas. Mesmo assim, cerca de 2,1% das pessoas e empresas com saldo têm direito a valores superiores a R$ 1 mil.
A distribuição dos beneficiários revela a diferença entre as faixas:
Como solicitar a devolução do valor encontrado?
Quando a instituição aderiu ao procedimento pelo sistema, o usuário seleciona uma chave Pix e registra a solicitação. A devolução deve ocorrer em até 12 dias úteis, podendo ser realizada por Pix ou TED.
Sem chave Pix disponível ou opção de solicitação direta, é necessário contatar a instituição pelos dados apresentados no sistema. Nessa situação, o prazo de 12 dias úteis não é obrigatório e a forma de pagamento será combinada.
O processo regular reúne estas etapas:
- Consultar CPF ou CNPJ no endereço oficial.
- Acessar o sistema com conta Gov.br protegida.
- Conferir valor, origem e instituição responsável.
- Solicitar a devolução ou contatar a instituição.
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Como evitar golpes relacionados ao dinheiro esquecido?
O Banco Central não cobra taxa, não envia links e não entra em contato para confirmar dados pessoais. Mensagens que prometem liberar o dinheiro mediante pagamento, senha ou instalação de aplicativo devem ser tratadas como tentativa de fraude.
O único endereço autorizado é valoresareceber.bcb.gov.br. A instituição identificada pelo sistema pode contatar o titular para confirmar procedimentos, mas nunca deve solicitar senha bancária, credencial da conta Gov.br ou código de autenticação.
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