Letícia Barros na Crusoé: A fábrica de craques da periferia brasileira
O Custo Brasil filtra o pobre antes de ele competir. No futebol, é diferente
Ruas pintadas de verde e amarelo, lojas enfeitadas com bandeirinhas, varandas ostentando a bandeira do Brasil: essas são as marcas mais visíveis de um bairro brasileiro em época de Copa do Mundo.
Mas o que, de fato, retrata a importância do esporte no “país do futebol” acontece durante os anos que separam uma edição da outra. Em toda periferia, dos quatro cantos do país, existe uma quadra onde uma bola rola e é disputada todos os dias.
Há um padrão incontestável, não só na Seleção brasileira, como também nos times de futebol do país: a maioria de seus jogadores carrega uma história de superação e veio de um contexto de extrema vulnerabilidade socioeconômica.
O jogador Casemiro foi abandonado pelo pai aos três anos de idade e revezava a moradia entre a casa da tia e da avó.
Vinícius Júnior é natural de São Gonçalo. De família humilde, teve de morar com o tio no início da carreira para economizar na locomoção até a escolinha de futebol.
Essas são apenas duas das incontáveis histórias inspiradoras de atletas do esporte mais popular do país – e o fenômeno tem raízes bem concretas.
A primeira delas é o custo baixíssimo do futebol: ao contrário de esportes como natação, tênis ou lutas marciais, o único instrumento necessário para jogar é uma bola.
Seja na rua, seja numa quadra de bairro ou comunidade erguida para o lazer do fim de semana, o jogo acontece todos os dias, em milhões de esquinas pelo Brasil.
Além de ser um esporte altamente acessível, o futebol também virou o hobby natural das crianças de baixa renda, que muitas vezes têm acesso limitado a produtos tecnológicos como celular, videogame e tablet.
Nas favelas e…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)