Líder caminhoneiro ameaça Alcolumbre com greve nacional
"O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome", diz Chorão em vídeo para cobrar votação de medida provisória
Presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim (foto) publicou um vídeo para cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a votação da MP do Frete, como é conhecida a medida provisória 1343.
“Indignado com o senador, presidente da casa, Davi Alcolumbre, que sentou em cima até este primeiro momento da medida provisória 1343, a medida que traz segurança para a nossa categoria, dá autonomia para a ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] fazer a fiscalização, para que a gente possa trabalhar com tranquilidade, que tenha uma planilha de custo mínimo para acabar com frete retorno. Questão do INSS, o fim da multa nas balanças dos entre-eixos, referente à questão da equalização de eixo, dando autonomia para a ANTT fazer a equalização, porque muitos transportadores estão sem trabalhar”, diz Landim, que é mais conhecido como Chorão, em vídeo publicado na quarta-feira, 8.
“O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome”
“Presidente Davi Albolumbre, no dia 16 irá caducar a medida provisória. O senhor não queira deixar passar e caducar a MP 1343. O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome”, ameaçou o líder caminhoneiro.
A MP do Frete foi aprovada na Câmara em 17 de junho, na forma de um substitutivo do deputado fcderal Zé Trovão (PL-SC), relator da matéria, que introduziu outros temas na medida provisória, que reforça a aplicação do piso mínimo do frete rodoviário de cargas
Foram introduzidas questões como a anistia das multas de caminhoneiros por protestos após as eleições de 2022. O texto também muda regras sobre excesso de carga e multas por excesso de velocidade.
A MP do Frete é critica por entidades industriais, que apontam aumento de custos.
Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a medida provisória “atropela o livre mercado” e impõe “insegurança jurídica”.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estimou uma alta de 16% nos custos de frete com a MP.
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