Cientistas encontram 5,5 milhões de abelhas vivendo escondidas sob cemitério há mais de 100 anos
Estudo da Universidade Cornell identificou cerca de 5,5 milhões de abelhas subterrâneas vivendo sob um cemitério em Nova York, revelando um dos maiores refúgios naturais já registrados para polinizadores.
Pesquisadores da Universidade Cornell descobriram que aproximadamente 5,5 milhões de abelhas mineradoras vivem sob o cemitério da cidade de Ithaca (Nova York), o East Lawn Cemetery, formando uma gigantesca população subterrânea que pode ocupar o local há mais de um século.
O achado reforça a importância de espaços urbanos pouco perturbados para a preservação de polinizadores, essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas.
Como milhões de abelhas conseguiram viver escondidas por mais de 100 anos?
As abelhas encontradas pertencem à espécie Andrena regularis, conhecida por construir ninhos individuais no solo, sem formar colmeias. Diferentemente das abelhas sociais, cada fêmea cava seu próprio túnel para depositar os ovos.
Os pesquisadores estimam que a colônia ocupe entre 1,25 e 1,5 acre, com registros da espécie na região desde pelo menos 1935. Isso indica que o cemitério oferece um ambiente estável há décadas.
The default is not the only way of being.
— UTMT Society (@SocietyUtmt) July 7, 2026
Found at East Lawn Cemetery in Ithaca, New York, these were solitary mining bees, quietly nesting underground in one of the largest and oldest bee aggregations ever recorded. pic.twitter.com/GwCfcn8m7l
Por que a descoberta dessas abelhas no cemitério impressionou os cientistas?
Além da quantidade extraordinária de insetos, o estudo mostra que áreas aparentemente comuns podem desempenhar papel decisivo na conservação da biodiversidade. O solo preservado do cemitério criou condições ideais para que a população sobrevivesse por gerações.
Os especialistas acreditam que poucos locais conhecidos apresentam uma concentração tão grande de abelhas mineradoras vivendo naturalmente.

Qual é a importância dessas abelhas para o meio ambiente?
As abelhas mineradoras são fundamentais para a polinização de plantas silvestres e culturas agrícolas. Sem elas, diversos ecossistemas perderiam parte da capacidade de regeneração.
Entre suas principais contribuições estão:
Cemitérios podem ajudar a proteger espécies de abelhas ameaçadas?
Os pesquisadores afirmam que cemitérios, terrenos pouco utilizados e outras áreas urbanas preservadas podem funcionar como importantes refúgios para polinizadores nativos. Esses locais costumam sofrer pouca interferência humana, favorecendo a sobrevivência das espécies.
A descoberta reforça que a conservação ambiental não depende apenas de grandes reservas naturais, mas também da proteção de pequenos habitats espalhados pelas cidades.
O que essa descoberta pode mudar nas pesquisas futuras?
O caso do East Lawn Cemetery abre novas possibilidades para estudos sobre comportamento, ecologia e conservação das abelhas nativas. Também incentiva pesquisadores a investigar outros espaços urbanos que possam esconder populações semelhantes.
Mais do que uma curiosidade científica, a descoberta mostra que alguns dos ecossistemas mais importantes podem estar justamente onde quase ninguém imagina — silenciosamente escondidos sob nossos pés.
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