O asteroide 16 Psyche é rico em metais com cerca de 225 quilômetros de diâmetro que orbita entre Marte e Júpiter , pode conter quantidades extraordinárias de ferro e níquel; tanto que preliminares situam o valor teórico de seus metais em cerca de 10 mil quatrilhões de dólares
O mistério do asteroide 16 Psyche que vale mais que a Terra inteira
O asteroide 16 Psyche virou o assunto do momento no mundo da astronomia por causa de uma conta de padaria que deixou todo mundo de boca aberta. Esse blocão de metal que fica flutuando bem longe de nós tem tanta riqueza escondida que o seu valor estimado em dinheiro faria a economia do nosso planeta parecer uma piada de mau gosto.
De onde veio esse valor absurdo de dinheiro?
Os cientistas fizeram um cálculo rápido baseados nos preços dos minérios aqui na Terra e chegaram ao número impressionante de $ 10.000 quatrilhões de dólares. Essa dinheirama toda surge porque o objeto não é feito de pedra ou gelo como a maioria dos corpos celestes que conhecemos, mas sim de uma quantidade bizarra de ferro e níquel puros.
Para você ter uma ideia do tamanho da loucura, a produção de riqueza de todos os países juntos não chega nem perto dessa marca astronômica. Mas a verdade é que esse valor serve apenas como um medidor de tamanho, já que ninguém consegue buscar esse tesouro e, se trouxesse tudo de uma vez, o preço do metal desabaria no mercado na mesma hora.

Como é o formato real desse monstro espacial?
Longe de ser uma esfera perfeita e bonita, o corpo celeste se parece muito mais com uma batata gigante e toda deformada perdida no espaço. Ele tem cerca de 225 quilômetros de largura e foi descoberto pelo astrônomo italiano Annibale de Gasparis bem lá atrás, no ano de 1852.
As pesquisas mostram que o formato dele muda bastante dependendo do lado que você olha. Dando um corte imaginário bem no meio da linha do equador desse corpo rochoso, as medidas de tamanho revelam uma estrutura bem irregular:
| Lado da medição | Tamanho em milhas | Tamanho em quilômetros |
|---|---|---|
| Eixo maior | 173 milhas | 280 quilômetros |
| Eixo menor | 144 milhas | 232 quilômetros |
Por que a NASA resolveu enviar uma nave até lá?
A agência espacial americana não quer saber de mineração ou de ficar rica caçando tesouros espaciais, o foco deles é puramente a ciência de alto nível. A nave da missão Psyche decolou em 13 de outubro de 2023 e já passou de raspão por Marte em maio de 2026 para pegar impulso.
A ideia é fazer com que o veículo seja capturado pela gravidade do local em julho de 2029 para começar os estudos reais. O robozão vai passar dois anos orbitando a batata metálica e os cientistas vão usar equipamentos de ponta para entender o que há de tão especial por lá.
O plano de estudo conta com ferramentas bem avançadas para revirar o local do avesso:
- Câmeras especiais de mapeamento para registrar cores e detalhes do solo.
- Espectrômetros de raios gama para descobrir os elementos químicos escondidos.
- Magnetômetros potentes para checar se existe um campo magnético antigo no corpo.
- Sensores de rádio para medir a força da gravidade em cada pedaço da superfície.
O asteroide 16 Psyche é o pedaço de um planeta morto?
Por muitos anos a comunidade científica defendeu a teoria de que o asteroide 16 Psyche era o coração exposto de um planeta antigo que não deu certo. A história contada era de que uma série de colisões violentas no início do sistema solar teria arrancado toda a casca de pedra do astro, deixando apenas o miolo de metal maciço visível.
Só que os estudos mais recentes feitos em 2021 apontam que o cenário é bem mais bagunçado e misterioso do que parecia. Os dados de radar mostram que o metal precioso está espalhado em manchas misturadas com rocha normal, representando entre 30% e 60% do volume total do objeto, o que quebra a ideia de um núcleo puro.

O que a gente ganha descobrindo os segredos dele?
Estudar esse gigante de metal é o caminho mais perto que temos para entender como o interior da própria Terra foi construído bilhões de anos atrás. Como o núcleo do nosso planeta fica escondido debaixo de milhares de quilômetros de lava ardente, é impossível mandar uma equipe até lá para colher amostras reais.
Desvendar se o astro tem regiões magnéticas ou se ele foi moldado por vulcões de ferro vai abrir nossa mente sobre a evolução do universo. No fim das contas, a maior riqueza que vamos extrair de lá não dá para gastar no banco, mas vai enriquecer os livros de história e de ciência por muitas gerações.
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