Defesa de amiga de Lulinha pede arquivamento de investigação do INSS
Advogados afirmam que empresária recebeu pagamentos lícitos por serviços prestados e pedem manifestação da PGR pelo encerramento do caso
A defesa da empresária e lobista Roberta Luchsinger solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que encaminhe à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de manifestação favorável ao arquivamento da investigação em que ela é suspeita de participação em um esquema de fraudes envolvendo descontos ilegais em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O requerimento foi apresentado nesta segunda-feira, 6, pelos advogados Bruno Salles e Marco Antonio Chies Martins. Eles sustentam que não há elementos que justifiquem o prosseguimento das investigações e afirmam que a empresária já esclareceu toda a sua relação profissional com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo a defesa, os valores recebidos por Roberta tiveram origem em contratos regulares de prestação de serviços e não possuem qualquer vínculo com atividades ilícitas investigadas pela Polícia Federal.
Os advogados também argumentam que o inquérito vem se prolongando sem conclusão, criando, segundo eles, uma situação de insegurança jurídica para a empresária. Na petição, afirmam ainda que a investigação passou a ser baseada em ilações e interpretações que extrapolariam os fatos efetivamente apurados.
A Polícia Federal, por outro lado, sustenta que Roberta Luchsinger teve participação relevante nas atividades atribuídas ao grupo investigado. De acordo com os investigadores, ela teria atuado por meio de empresas consideradas de fachada e participado de estratégias destinadas a ocultar movimentações financeiras e dificultar a produção de provas.
Roberta também é conhecida pela proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT).
A empresária foi alvo da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2025. Na ocasião, teve bens e valores bloqueados por determinação judicial e passou a cumprir medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
Agora, a defesa busca convencer a Procuradoria-Geral da República de que não há elementos suficientes para justificar a continuidade da investigação perante o Supremo.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)