Os vídeos do Pentágono gravados por caças da Marinha dos EUA que mostram objetos sem asas e seguem sem explicação pública
FLIR, GIMBAL e GOFAST foram liberados oficialmente em 2020 e reacenderam o debate sobre fenômenos aéreos não identificados
Durante anos, três vídeos curtos gravados por sensores de caças da Marinha dos Estados Unidos circularam como vazamentos, teorias e debates intermináveis. Então, em 2020, o Pentágono decidiu confirmar oficialmente o material e reacendeu uma pergunta incômoda: o que eram aqueles objetos sem asas visíveis cruzando as telas dos pilotos militares?
Por que os vídeos do Pentágono chamaram tanta atenção?
O impacto veio de uma combinação rara. Não eram imagens caseiras tremidas feitas por curiosos, mas gravações de sistemas de mira infravermelha usados por caças da Marinha dos EUA. Além disso, os pilotos que aparecem nas comunicações dos vídeos demonstram surpresa com o comportamento dos objetos.
O caso também ganhou força porque o governo americano não tratou os vídeos como invenção. O Departamento de Defesa confirmou que as imagens eram reais, pertenciam à Marinha e mostravam fenômenos aéreos que continuavam classificados como não identificados.
Quais são os vídeos do Pentágono gravados por caças da Marinha?
O material em questão reúne três vídeos conhecidos como FLIR, GIMBAL e GOFAST, gravados por aeronaves da Marinha dos EUA em novembro de 2004 e janeiro de 2015. Em 27 de abril de 2020, o Department of Defense autorizou a divulgação oficial dos arquivos, afirmando que os fenômenos observados continuavam caracterizados como “unidentified”, ou seja, não identificados.
Esse detalhe é essencial: o Pentágono não disse que eram naves alienígenas. O que ele confirmou foi a autenticidade dos vídeos e o fato de que os objetos ou fenômenos registrados não tinham identificação conclusiva no material divulgado. A diferença entre “não identificado” e “extraterrestre” é enorme, mas foi justamente essa lacuna que tornou os vídeos tão famosos.
Pontos que tornaram os vídeos históricos:
- Foram gravados por sensores de caças da Marinha dos EUA
- Um vídeo é de novembro de 2004 e dois são de janeiro de 2015
- Os nomes dos arquivos ficaram conhecidos como FLIR, GIMBAL e GOFAST
- O Pentágono autorizou a divulgação oficial em 2020
- Os fenômenos continuaram classificados como não identificados
Para complementar o tema, o canal ABC News, cuja contagem de inscritos não apareceu de forma confiável nos resultados consultados, apresenta o vídeo “Pentagon declassifies Navy ‘UFO’ videos”. O material mostra um dos vídeos liberados e ajuda a visualizar como o registro aparece nos sensores militares:
O que os vídeos do Pentágono mostram sem revelar a resposta?
Segundo o Naval Air Systems Command, os arquivos GOFAST e GIMBAL aparecem na biblioteca de documentos liberados via FOIA, a lei americana de acesso à informação. Isso confirma que os vídeos fazem parte do acervo oficial disponibilizado pela Marinha, não apenas de arquivos repostados em sites de terceiros.
Nas imagens, os objetos aparecem como formas pequenas, escuras ou brilhantes no sensor infravermelho, sem asas facilmente visíveis e sem sinais óbvios de propulsão no enquadramento. Ainda assim, a limitação da imagem é importante: sensores militares, distância, ângulo, calor, rotação da câmera e perspectiva podem transformar um objeto comum em algo visualmente estranho.
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Quais números ajudam a entender o caso?
Os vídeos ficaram famosos porque parecem mostrar algo impossível, mas a análise séria começa separando o que é fato documentado do que é interpretação. A tabela abaixo organiza os principais dados conhecidos sobre os três arquivos.
A tabela mostra por que o caso virou símbolo da nova fase dos UAPs, sigla em inglês para fenômenos anômalos ou aéreos não identificados. O ponto forte não é uma prova definitiva, mas o fato de gravações militares terem sido assumidas oficialmente como registros sem explicação pública final.
Por que as naves sem asas dos vídeos dividem especialistas?
A expressão “naves sem asas” é forte, mas deve ser usada com cuidado. Nos vídeos, não há asas claramente visíveis, mas isso pode acontecer por baixa resolução, distância, ângulo de observação ou assinatura infravermelha reduzida. Um objeto visto de longe por sensor térmico nem sempre mostra detalhes como fuselagem, asas ou cauda.
Ao mesmo tempo, pilotos e analistas apontam comportamentos que chamaram atenção, como aparente rotação, deslocamento rápido e ausência de sinais visuais convencionais. Por isso, o debate ficou dividido entre quem vê um fenômeno realmente anômalo e quem defende explicações baseadas em câmera, perspectiva e alvos convencionais.
Hipóteses discutidas sobre os vídeos:
- Aeronaves distantes com imagem distorcida por sensor infravermelho
- Drones ou sistemas não identificados operando em áreas de treinamento
- Efeito de paralaxe dando impressão de velocidade maior
- Reflexos, rotação do sistema óptico ou assinatura térmica incompleta
- Fenômenos ainda sem identificação pública conclusiva

O que muda depois que o Pentágono quebrou o silêncio?
A confirmação oficial mudou o tom da conversa. Antes, muita gente discutia se os vídeos eram reais ou falsos. Depois da divulgação, a pergunta passou a ser outra: se são reais e continuam sem identificação pública, que tipo de risco ou lacuna de vigilância eles revelam?
Essa talvez seja a parte mais importante da história. O mistério não precisa depender de extraterrestres para ser sério. Se objetos desconhecidos aparecem em áreas de treinamento militar, perto de aeronaves e sensores avançados, o tema envolve segurança aérea, defesa, tecnologia e transparência pública. O silêncio foi quebrado, mas a resposta principal ainda não apareceu.
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