Quando Alcolumbre pautará a PEC do fim da escala 6×1?
Presidente do Senado recebeu sindicalistas e senadores da base governista para discutir o tema, um dia após sinalizar que não aceitará pressão para pautar a votação antes das eleições
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recebeu nesta quarta-feira, 1º, representantes das centrais sindicais e da base governista para discutir a PEC que propõe o fim da escala 6×1. O encontro, que teve a participação da nova líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), terminou sem uma indicação de quando a Casa irá votar o tema.
“Os procedimentos que faltam são os ajustes que faremos na tramitação com toda a boa vontade, com toda a consciência da importância dessa PEC. Nada melhor do que o diálogo, do que ouvir as pessoas, do que analisar a conjuntura para termos essa vitória”, disse Teresa Leitão depois do encontro.
O senador Paulo Paim (PT-RS), autor da proposta mais antiga sobre o tema, disse que Alcolumbre reclamou do período de transição previsto no texto aprovado na Câmara, o qual classificou como “muito longo”.
Segundo o petista, Alcolumbre pediu estudos de alternativas para que a mudança na jornada tenha efeito imediato.
“Davi [Alcolumbre] chegou a dizer que a transição é muito longa, o que nostrou uma grande disposição de que a PEC seja aprovada o mais rápido possível”, afirmou.
Pressão sobre Alcolumbre
Alcolumbre disse na terça-feira, 30, que não aceitará pressão para acelerar a votação da PEC que propõe o fim da escala 6×1.
“Eu tenho um discurso de uma autoridade importante do Brasil que disse que a PEC da escala 6×1 precisa ser deliberado agora antes da eleição, porque ela vai servir pro calendário eleitoral. Pode isso? Não pode isso. Eu acho que não pode. Não seria um argumento ou um artifício de dizer para o outro: ‘Estou te ameaçando porque se você não votar você vai ficar contra 37 milhões de trabalhadores que querem um dia mais de descanso’. Sabe qual é o congressista que vai ficar contra 37 milhões de brasileiros na véspera da eleição? Nenhum. O problema é que tá na boca da autoridade dizendo que tem que pressionar o presidente Davi Alcolumbre. E isso é uma ameaça em cima de um trio elétrico. Inclusive falando na palavra: ‘fora Alcolumbre’. Então, se é fora Alcolumbre, essa autoridade não tá pensando nos trabalhadores. Talvez essa autoridade esteja pensando na eleição.
Então, eu queria fazer essa fala para ponderar com muita maturidade institucional, com muito respeito por conta da minha decisão que eu tomei em relação a essa PEC. Essa PEC, depois de conversar com muitos senadores, ela é muito importante. Eu não tirei ela da pauta e eu não vou tirar ela da pauta. mesmo sendo agredido e atacado muitas das vezes por todos os lados políticos do Brasil, ora pela direita e ora pela esquerda. Mas assim que é bom quando você tenta fazer o certo. E quando você tenta fazer o certo, naturalmente você vai ser atacado pelos dois lados. Porque talvez fosse muito mais cômodo escolher um lado.
[…] À tarde eu sou ofendido pelo outro lado e à noite eu sou ofendido pelos dois lados. Isso está impossível. Isso está apequenando a política. Isso está apequenando o debate institucional republicano, porque, no meio dos ataques e das ofensas, elas vêm junto com as ameaças. E quando elas vêm juntas com as ameaças, eu quero dizer que eu estou preparado com muita coragem e resiliência para enfrentar todas elas, seja de um lado ou do outro lado.”
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)