EUA pedem aval do Brasil para novo embaixador
Daniel Perez, indicado por Donald Trump em junho, aguarda concordância formal de Brasília para assumir o posto em Washington
O governo americano formalizou junto ao Itamaraty o pedido de aval para a designação de Daniel Perez como embaixador dos Estados Unidos no Brasil. O procedimento, conhecido como “agrément”, foi protocolado na última semana, segundo fontes ligadas ao governo de Donald Trump. Antes disso, porém, a escolha já havia sido anunciada publicamente, em ruptura com o rito diplomático costumeiro.
Indicação rompe protocolo
Pela praxe internacional, o nome de um futuro embaixador só é divulgado depois que o país anfitrião sinaliza concordância com a indicação. Neste caso, a sequência foi invertida: Trump anunciou a escolha de Perez em 1º de junho, e a consulta formal ao Brasil só chegou ao Itamaraty depois.
Após a aprovação brasileira, o processo segue para o Senado dos Estados Unidos, instância responsável pela confirmação de indicações diplomáticas.
Quem é o indicado
Perez é cubano-americano de primeira geração, nascido em Nova York e radicado na Flórida desde 1993, quando se mudou para o estado com a família. Ele foi eleito pela primeira vez para a legislatura estadual em 2017 e chegou à presidência da Câmara de Representantes da Flórida. Segundo seu site oficial, não há registro de experiência prévia em cargos ligados à política externa.
A indicação aproxima Perez do secretário de Estado americano, Marco Rubio, também natural da Flórida e filho de cubanos.
Com a chegada de um novo embaixador, os Estados Unidos voltam a ter representação plena em Brasília, posto vago desde a saída de Elizabeth Bagley, indicada pelo ex-presidente Joe Biden. Atualmente, a embaixada é chefiada interinamente por Gabriel Escobar, encarregado de negócios.
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