Reino Unido aumenta gastos com drones militares
Pacote adicional de cerca de R$ 10 bilhões para defesa prioriza aeronaves não tripuladas em meio a tensões com Rússia e Irã
O Reino Unido destinará 1,5 bilhão de libras extras, cerca de R$ 10 bilhões, ao orçamento de defesa, com foco principal na compra de drones militares.
A medida, negociada pelo secretário de Defesa Dan Jarvis, eleva de 4 bilhões para 5 bilhões de libras o valor reservado a aeronaves não tripuladas nos próximos quatro anos. Segundo o jornal britânico The Guardian, o objetivo é reforçar o poderde dissuasão do país frente a Rússia e Irã.
Negociação reduziu déficit orçamentário
Jarvis assumiu o Ministério da Defesa há poucas semanas e conduziu as tratativas diretamente com a chanceler do Tesouro, Rachel Reeves, sem passar pelo gabinete do primeiro-ministro. O resultado foi a liberação de mais de 13,5 bilhões de libras, valor acima dos 13,5 bilhões previstos inicialmente.
Com isso, o déficit de financiamento da pasta, antes estimado em 18 bilhões de libras, recuou para cerca de 3 bilhões de libras, de acordo com fontes consultadas pelo The Guardian.
A condução direta das negociações por Jarvis é apontada por aliados do secretário como fator que teria facilitado o acordo. O cargo havia ficado vago após a renúncia de John Healey, que deixou a função em decorrência de divergências sobre o financiamento do plano de defesa.
Plano abrange submarinos e embarcações não tripuladas
Além da expansão do orçamento para drones, o pacote contempla a construção de novas fragatas, submarinos nucleares e sistemas híbridos de defesa aérea. Está prevista também a aquisição de embarcações não tripuladas para os Royal Marines.
Essas lanchas poderão ser empregadas na identificação de drones hostis no Estreito de Ormuz, caso se concretize um acordo de paz duradouro entre Estados Unidos e Irã.
O primeiro-ministro Keir Starmer deve apresentar o plano nesta terça-feira, 30, com ênfase nos efeitos econômicos do investimento.
A iniciativa também repercutiu na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O secretário-geral da aliança, Mark Rutte, declarou esperar que o Reino Unido cumpra os compromissos assumidos com o bloco em relação aos gastos militares, ainda que a meta de destinar 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) à defesa até 2035 deva ser atingida de forma escalonada, conforme avaliação do próprio Rutte.
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