Luiz Philippe acusa Itamaraty de atuação ideologizada e pede repúdio
Deputado do PL protocolou requerimento na última sexta-feira, 26, e acusa o Ministério das Relações Exteriores de abandonar a tradição técnica da diplomacia brasileira
O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) apresentou, na última sexta-feira, 26, um requerimento de Moção de Repúdio contra o Ministério das Relações Exteriores. Na proposta, o parlamentar acusa o Itamaraty de adotar uma “postura militante e ideologizada” na condução da política externa brasileira, com “retórica agressiva contra agentes nacionais” e abandono da tradição de isenção da diplomacia.
Segundo o requerimento, a atual condução da política externa rompeu com o histórico de atuação do Itamaraty como um “órgão de Estado, atuando com profissionalismo, equilíbrio técnico e independência”. O texto atribui essa mudança ao governo Lula, ao assessor especial Celso Amorim e ao chanceler Mauro Vieira, afirmando que a gestão passou a priorizar “uma agenda ideológica em prejuízo ao rigor técnico”.
A proposta também critica a resposta do governo às investigações comerciais abertas pelos Estados Unidos contra o Brasil em 2025. De acordo com o autor, enquanto o cenário exigia negociações pragmáticas, a diplomacia brasileira optou por uma “narrativa ideologizada” e por notas oficiais que “rompem com a tradição de moderação”.
Outro ponto levantado no documento é a suposta atuação do Itamaraty contra parlamentares e representantes do setor produtivo. O requerimento afirma que esses agentes chegaram a ser rotulados como “traidores da Pátria” por defenderem soluções técnicas para reduzir os impactos econômicos do impasse comercial.
Na justificativa, Luiz Philippe destaca ainda a viagem do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Washington, nos Estados Unidos, para dialogar com autoridades americanas. Segundo o texto, a iniciativa contribuiu para “destravar o impasse técnico diante da inércia da diplomacia oficial”.
Ao defender a aprovação da moção, o deputado sustenta que a diplomacia brasileira deve permanecer um “instrumento técnico, profissional e independente” e afirma que a atual postura do Ministério ameaça “a imagem e credibilidade do Itamaraty”, além dos interesses estratégicos, econômicos e da soberania nacional.
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