O bilionário dos Estados Unidos que comprou terras na América do Sul para doar a 2 países da região
Um empresário dos Estados Unidos comprou terras na Patagônia, mas o destino final dessas áreas surpreendeu dois países da América do Sul.
Douglas Tompkins comprou grandes áreas na América do Sul com um objetivo incomum. Em vez de explorar as terras, ele queria transformá-las em parques e devolvê-las à conservação pública.
Quem foi Douglas Tompkins?
Douglas Tompkins foi um empresário americano ligado à criação da The North Face e ao crescimento da Esprit. Depois de deixar o mundo da moda, ele direcionou fortuna e energia para conservação ambiental.
Sua história ficou marcada pela compra de terras na Patagônia. O destino final dessas áreas envolveu doações e projetos de parques no Chile e na Argentina.

Por que ele comprou terras na América do Sul?
Tompkins via a Patagônia como uma das regiões naturais mais importantes do planeta. A área reúne montanhas, lagos, florestas, campos, glaciares e espécies ameaçadas.
A ideia não era criar um império privado de terras. A proposta era comprar áreas degradadas ou ameaçadas, restaurar ecossistemas e preparar o caminho para futuros parques nacionais.
Quais países receberam essas terras?
Os dois países centrais nessa história são Chile e Argentina. No lado chileno, a conservação envolveu áreas como Pumalín, Patagonia National Park e outros projetos ligados à rota de parques da região.
A Tompkins Conservation informa que o Pumalín Douglas Tompkins National Park tem 994.332 acres, com 724.853 acres doados pela organização.
- Chile: recebeu áreas ligadas a Pumalín, Patagonia e outros projetos.
- Argentina: recebeu terras para ampliar parques como Iberá e Perito Moreno.
- Patagônia: virou o símbolo mais forte dessa transformação.
- Tompkins Conservation: organizou parte das doações e da restauração.
- Kristine Tompkins: manteve a missão ambiental após a morte de Douglas Tompkins.
O que aconteceu na Argentina?
Na Argentina, um dos casos mais importantes envolve os Esteros del Iberá, em Corrientes. A região é conhecida por áreas alagadas, biodiversidade e projetos de reintrodução de espécies.
Em 2017, a Tompkins Conservation anunciou a doação de mais de 103 mil acres ao futuro Parque Nacional Iberá.
Por que essa compra de terras gerou tanta atenção?
A compra de grandes áreas por um estrangeiro sempre desperta desconfiança. Em regiões estratégicas, muita gente teme perda de soberania, especulação ou controle privado sobre recursos naturais.
No caso de Douglas Tompkins, a resposta veio com as doações e a criação de parques públicos. Ainda assim, a história mostra como conservação em grande escala mistura dinheiro, política, território e confiança.
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Qual é o alerta real dessa história?
O alerta é que terra pode ser vista apenas como patrimônio, mas também pode virar legado ambiental. Douglas Tompkins apostou que comprar, restaurar e doar seria uma forma de proteger paisagens inteiras.
A história chama atenção porque inverte a lógica comum dos bilionários. Ele comprou terras na América do Sul, mas o gesto mais marcante foi entregar parte delas para que Chile e Argentina as protegessem como patrimônio público.
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