Grupo Mulheres do Brasil indica nome a Lula
Entidade liderada por Luiza Trajano envia carta em apoio à empresária Dora Gomes na chapa de Leandro Grass, no DF
O grupo Mulheres do Brasil enviou uma carta ao presidente Lula indicando a empresária Dora Gomes para compor como vice a chapa do PT ao governo do Distrito Federal, encabeçada pelo pré-candidato Leandro Grass. Filiada ao Partido Verde, Dora é apontada pela entidade como nome capaz de aproximar a candidatura do empresariado e de eleitores evangélicos.
Carta destaca trajetória e representatividade
No documento, o grupo presidido por Luiza Trajano sustenta que a indicação ultrapassa o critério técnico. Dora Gomes representaria “não apenas um nome qualificado, mas uma sinalização política potente de compromisso com diversidade, equidade e renovação da política”.
A entidade também cobra mais espaço para mulheres em cargos de poder. De acordo com o texto, a atuação de Lula “tem sido decisiva para ampliar oportunidades, promover inclusão e fortalecer a presença de mulheres — especialmente mulheres negras — em espaços de poder e tomada de decisão”.
Segundo o Painel, da Folha, Dora Gomes é descrita como próxima de Luiza Trajano e identificada com a bandeira do empreendedorismo feminino. Sua condição de evangélica é citada como fator de aproximação com o eleitorado cristão, segmento em que o PT enfrenta resistência histórica.
Definição da chapa ainda depende de alianças
Leandro Grass defende a presença de uma mulher na vice e mantém conversas com diferentes partidos sobre o tema. A prioridade do pré-candidato petista recai sobre perfis que ampliem o alcance eleitoral fora do eleitorado tradicional do PT, sobretudo em segmentos onde a legenda tem menor penetração.
A escolha, contudo, está condicionada às articulações partidárias em curso. O PV, partido de Dora Gomes, já integra a federação formada com o PT, o que tende a dificultar o uso da vaga como moeda de negociação com outras siglas. O PSOL, por sua vez, também reivindica o posto e apresentou o nome da advogada Tetê Monteiro como alternativa.
Paralelamente, uma corrente dentro do PT trabalha para atrair o PSB à coligação. Nesse cenário, o pré-candidato Ricardo Capelli (PSB) deixaria sua candidatura ao governo para assumir a vice na chapa de Grass. A sigla, até o momento, demonstra resistência à proposta.
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