Minerais críticos: o papel do Estado e o cálculo do setor privado
o antagonista
Assine Entre

02.10.2026

logo-crusoe-new
Crusoé
  • Últimas Notícias
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Lado oa!
    • Carros
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Imóveis
    • Tecnologia
    • Turismo
    • Variedades
  • Colunistas
  • Newsletter
Pesquisar Menu
o antagonista X
  • Olá

    Fazer login Assine agora
  • Home

    Editorias

    Newsletter Colunistas Últimas Notícias Brasil Mundo Economia Esportes Crusoe
  • Mídias

    Vídeos Podcasts
  • Anuncie conosco Quem Somos Política de privacidade Termos de uso Política de cookies Política de Compliance Perguntas Frequentes

E siga O Antagonista nas redes

Menu Menu Menu
O Antagonista
Minerais críticos: o papel do Estado e o cálculo do setor privado
avatar
Carlos Graieb
5 minutos de leitura 26.06.2026 22:45 comentários
Oráculo

Minerais críticos: o papel do Estado e o cálculo do setor privado

Projeto aprovado na Câmara e movimentações do Executivo e da Petrobras revelam propósito estatal de controlar o setor

avatar
Carlos Graieb
5 minutos de leitura 26.06.2026 22:45 comentários 0
Banner de disclaimer: Esse é um conteúdo de degustação do Oráculo
x Disclaimer Orácilo: Receba análises exclusivas de Carlos Grabieb, Duda Teixeira, Wilson Lima e Rodolfo Borges integrados a uma plataforma  premium de dados proprietários.
Minerais críticos: o papel do Estado e o cálculo do setor privado
Foto: Divulgação
  • Whastapp
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

A Câmara dos Deputados aprovou, em 6 de maio, o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A reação do mercado foi imediata: mineradoras perderam cerca de R$ 1 bilhão em valor de mercado e representantes do setor passaram a defender mudanças capazes de reduzir a discricionariedade do Estado sobre investimentos privados.

É nesse ambiente que o Senado se prepara para analisar o projeto. Nas últimas semanas, três referências importantes se tornaram acessíveis aos parlamentares: um estudo elaborado pela Consultoria Legislativa da própria Casa, que analisa experiências internacionais de governança; a Estratégia Nacional de Terras Raras, encomendada pelo Ministério de Minas e Energia ao Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e à consultoria Vallya; e notícias de que a Petrobras — com apoio do BNDES — pretende ingressar na cadeia dos minerais críticos.

Por que isso importa

As decisões tomadas agora influenciarão o ambiente regulatório por décadas, condicionando a atração de capital privado, a formação de parcerias internacionais e o grau de participação do Estado na coordenação da cadeia produtiva. O governo dá sinais de que pretende reservar um papel preponderante para si, seja por meio de uma agência, seja por meio da Petrobras. Está nas mãos do Senador estabelecer os limites dessa atuação.

O estudo do MME

O estudo apresentado pelo Ministério de Minas e Energia observa que o Brasil reúne condições excepcionais para ocupar posição relevante na cadeia global de terras raras, desde que consiga desenvolver processamento industrial, tecnologia e inovação. O diagnóstico aparece sintetizado numa frase: “a questão não é mais o potencial — é a direção”.

O benchmark internacional compara nove países e chega a uma conclusão importante para o debate brasileiro. Nenhum deles alcançou competitividade apenas por possuir reservas minerais. Os casos bem-sucedidos combinaram instrumentos públicos de coordenação com forte participação privada, adaptando soluções às características de cada economia. A China construiu uma cadeia praticamente integrada; Austrália, Canadá, Estados Unidos e União Europeia optaram por mecanismos distintos de financiamento, incentivos e coordenação. A síntese do relatório é que a competitividade depende da articulação entre mineração, indústria, tecnologia, financiamento e regulação.

O estudo enfatiza coordenação estratégica e redução de riscos. O ministro Alexandre Silveira, por sua vez, empenhou-se em destacar que a exploração de terras raras não pode “abrir mão da soberania nacional e da capacidade de apoiar parceiros alinhados aos interesses estratégicos do país”.

Petrobras

A companhia estuda incorporar minerais críticos ao seu planejamento estratégico, concentrando-se inicialmente em segmentos ligados à transição energética, fertilizantes, materiais para baterias e processamento mineral.

A gigante brasileira não está sozinha nesse movimento. Outras grandes empresas estatais de energia, como Saudi Aramco, ADNOC e Equinor, também passaram a enxergar minerais críticos como extensão natural de seu portfólio.

A questão é que a Petrobras reúne atributos que nenhum agente privado possui simultaneamente: capacidade financeira, estrutura tecnológica — concentrada no Cenpes — e influência política para coordenar políticas industriais. A simples possibilidade de ingresso da estatal altera expectativas de investidores e concorrentes.

BNDES

O papel reservado ao BNDES extrapola a função tradicional de financiador. Ele atuaria como parceiro da Petrobras e os entendimentos incluem cooperação tecnológica, identificação de gargalos produtivos e desenvolvimento de projetos considerados estratégicos para a cadeia dos minerais críticos.

O banco reforçaria o seu papel de coordenador de política industrial, aproximando financiamento, inovação e planejamento estratégico. Esse desenho é coerente com a Estratégia Nacional de Terras Raras apresentada pelo MME, que atribui ao Estado papel relevante na articulação dos diversos elos da cadeia produtiva.

Governança

A governança será provavelmente o principal tema da discussão no Senado.

O estudo elaborado pela Consultoria Legislativa reconhece que países como Canadá e Austrália também utilizam mecanismos destinados à proteção de ativos estratégicos. Ao mesmo tempo, observa que esses instrumentos operam dentro de estruturas regulatórias estáveis, com critérios objetivos e elevada previsibilidade. O documento conclui que “é possível equilibrar atração de capital e controle seletivo e estratégico”, mas ressalta que o sucesso brasileiro dependerá da regulamentação infralegal e da qualidade das instituições responsáveis por sua aplicação.

As alterações promovidas pela Câmara despertaram justamente preocupação quanto a esse equilíbrio. O projeto determina que mudanças de controle societário em empresas detentoras de direitos minerários considerados estratégicos dependam de anuência do Poder Executivo e dá amplas competências ao futuro Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos. A ausência de critérios objetivos amplia a percepção de risco num setor caracterizado por investimentos bilionários e ciclos longos de maturação.

O desafio do Senado será aproximar o texto brasileiro das melhores experiências internacionais: instrumentos de coordenação suficientemente fortes para estimular o desenvolvimento industrial, mas acompanhados de regras transparentes, estabilidade regulatória e segurança jurídica.

Resumo da ópera

Os movimentos recentes do Executivo — a Estratégia Nacional de Terras Raras, a aproximação entre Petrobras e BNDES e a defesa de instrumentos permanentes de coordenação estatal — indicam o propósito de controlar o setor. O Senado pode definir se essa coordenação terá mecanismos capazes de reduzir riscos e atrair investimentos privados ou se a ampliação dos poderes discricionários do Estado produzirá o efeito oposto.

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Ala do TSE e do STF acaba com o debate da TV Globo e com eleições livres

Ala do TSE e do STF acaba com o debate da TV Globo e com eleições livres
2

E a Justiça criou o caos…

E a Justiça criou o caos…
3

Crusoé: Gilmar tentou ajudar Lula?

Crusoé: Gilmar tentou ajudar Lula?
4

Marina lidera por margem estreita disputa pelo Senado, diz pesquisa

Marina lidera por margem estreita disputa pelo Senado, diz pesquisa
5

Márcio França sugere voto em homem ou nulo ao Senado em SP

Márcio França sugere voto em homem ou nulo ao Senado em SP
6

“Censura no seu mais alto grau”: Flávio reage ao cancelamento do debate da Globo

“Censura no seu mais alto grau”: Flávio reage ao cancelamento do debate da Globo
7

Meta bloqueia vídeos de dois comentaristas políticos no Brasil

Meta bloqueia vídeos de dois comentaristas políticos no Brasil
8

Globo cancela debate presidencial

Globo cancela debate presidencial
9

“PT precisou de ajuda de ministra indicada por Lula para fugir de debate”

“PT precisou de ajuda de ministra indicada por Lula para fugir de debate”
10

Lula diz que prefere Flow a debate da Globo: “Não produzem nada”

Lula diz que prefere Flow a debate da Globo: “Não produzem nada”
1

“Censura no seu mais alto grau”: Flávio reage ao cancelamento do debate da Globo

“Censura no seu mais alto grau”: Flávio reage ao cancelamento do debate da Globo
2

Flávio Bolsonaro não irá ao debate da Globo

Flávio Bolsonaro não irá ao debate da Globo
3

Ala do TSE e do STF acaba com o debate da TV Globo e com eleições livres

Ala do TSE e do STF acaba com o debate da TV Globo e com eleições livres
4

"PT precisou de ajuda de ministra indicada por Lula para fugir de debate"

"PT precisou de ajuda de ministra indicada por Lula para fugir de debate"
5

Globo cancela debate presidencial

Globo cancela debate presidencial
6

Advogado de Lula diz que Flávio teve “medo” de Renan Santos

Advogado de Lula diz que Flávio teve “medo” de Renan Santos
7

Morre Lito Sousa, especialista em aviação

Morre Lito Sousa, especialista em aviação
8

Ministra do TSE que proibiu púlpito vazio já defendeu voto em Lula

Ministra do TSE que proibiu púlpito vazio já defendeu voto em Lula
9

Caiado chama cancelamento de debate de “atentado à democracia”

Caiado chama cancelamento de debate de “atentado à democracia”
10

“Que caos”: Renan reage ao cancelamento do debate da Globo

“Que caos”: Renan reage ao cancelamento do debate da Globo
1

Fux dá 72 horas à AGU antes de decidir suspensão da MP das bets

Fux dá 72 horas à AGU antes de decidir suspensão da MP das bets
2

Fachin cria filtro para evitar direcionamento de pedidos a relatores do STF

Fachin cria filtro para evitar direcionamento de pedidos a relatores do STF
3

Messias, o dinheiro estrangeiro não começou com Trump

Messias, o dinheiro estrangeiro não começou com Trump
4

Fux será relator de ações contra MP de Lula que proíbe bets

Fux será relator de ações contra MP de Lula que proíbe bets
5

A nova disputa entre Dino e Luiz Fux no Supremo Tribunal Federal

A nova disputa entre Dino e Luiz Fux no Supremo Tribunal Federal
6

50 anos sem Juscelino Kubitschek: o que ficou?

50 anos sem Juscelino Kubitschek: o que ficou?
7

Fachin pede voto com “serenidade” e “confiança nas instituições”

Fachin pede voto com “serenidade” e “confiança nas instituições”
8

Meio-Dia em Brasília: TV Globo é alvo de censura do TSE e do STF; eleições livres acabaram?

Meio-Dia em Brasília: TV Globo é alvo de censura do TSE e do STF; eleições livres acabaram?
9

Crusoé: O que os nossos juízes ainda vão aprontar nesta eleição?

Crusoé: O que os nossos juízes ainda vão aprontar nesta eleição?
10

Petróleo busca novas rotas enquanto Opep+ adia decisão sobre cotas

Petróleo busca novas rotas enquanto Opep+ adia decisão sobre cotas

Tags relacionadas

Alexandre Silveira BNDES Câmara dos Deputados Minerais críticos Ministério das Minas e Energia Petrobras Senado
< Notícia Anterior

As montanhas onde criaturas aladas, luzes misteriosas e pegadas gigantes alimentam um dos maiores folclores dos Estados Unidos

26.06.2026 00:00 4 minutos de leitura
As montanhas onde criaturas aladas, luzes misteriosas e pegadas gigantes alimentam um dos maiores folclores dos Estados Unidos
Próxima notícia >

O que a posição em que você dorme revela sobre sua personalidade, segundo a psicologia

26.06.2026 00:00 4 minutos de leitura
O que a posição em que você dorme revela sobre sua personalidade, segundo a psicologia
avatar

Carlos Graieb

Carlos Graieb é jornalista formado em Direito, editor sênior do portal O Antagonista e da revista Crusoé. Atuou em veículos como Estadão e Veja. Foi secretário de comunicação do Estado de São Paulo (2017-2018). Cursa a pós-graduação em Filosofia do Direito, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Início
Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de cookies.

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.

Assine
o antagonista
o antagonista

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41 Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Anuncie Assine

Últimas Notícias Brasil Mundo

Economia Lado oa! Colunistas Newsletter

Icone do Twitter Icone do Youtube Icone do Whatsapp Icone do Instagram Icone do Facebook

Quer receber notícias do Antagonista em seu e-mail?

Assine nossa newsletter e receba as principais notícias em seu e-mail

Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem Somos Privacidade Termos de uso Política de Cookies Princípios Editoriais
O Antagonista , 2026, Todos os direitos reservados, 25.163.879/0001-13.
Background do rodapé