TJSP rejeita pedido de liberdade de Deolane
Influenciadora é investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC)
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou nesta quinta-feira, 25, um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da advogada Deolane Bezerra.
Deolane está presa preventivamente desde 22 de maio no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Ela é investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), associação ao tráfico de drogas e participação em organização criminosa.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), também rejeitou um pedido de prisão domiciliar da influenciadora, por considerar que não houve “manifesta ilegalidade” na prisão.
Em 9 de junho, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou outro pedido de liberdade apresentado pelos advogados da influenciadora.
OAB suspende Deolane
A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) suspendeu nesta quarta-feira, 24, o exercício profissional de Dolane.
A medida ocorreu pouco mais de três semanas após O Antagonista revelar, com exclusividade, a existência de uma representação disciplinar que pedia a exclusão da influenciadora dos quadros da entidade.
A representação foi protocolada em 31 de maio pelo advogado Roberto Beijato Junior, assessor jurídico do vereador paulistano Lucas Pavanato (PL). No documento, ele sustentava que Deolane teria perdido o requisito de idoneidade moral exigido pelo Estatuto da Advocacia para o exercício da profissão.
A decisão anunciada pela OAB-SP na quarta-feira, 24, tem efeito imediato e impede a influenciadora de atuar como advogada. Segundo a entidade, a suspensão pode durar inicialmente 90 dias, com possibilidade de prorrogações sucessivas até o limite de 360 dias, período em que deverá ocorrer o julgamento definitivo do caso.
Em nota, a Ordem afirmou que apura todas as infrações que chegam ao seu conhecimento por meio de representações formais ou de fatos divulgados publicamente. A entidade também destacou que os processos disciplinares tramitam sob sigilo, conforme prevê a legislação.
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