O escudo de Flávio Bolsonaro
"Flávio Bolsonaro tem que se explicar". A frase já perdeu o fôlego.
“Flávio Bolsonaro tem que se explicar”. Repetida à exaustão nas redes bolsonaristas desde o fim do ano passado, a frase já perdeu o fôlego.
Confira as principais vezes em que o ex-chefe de Fabrício Queiroz atuou para evitar falar sobre o caso investigado pelo MP-RJ e outros assuntos.
– 16 de dezembro de 2018 – Férias do Twitter

Apesar de muito ativo nas redes sociais, assim como seu pai e os irmãos, Flávio ficou mais de oito dias sem publicar nada no Twitter. Foi durante uma semana em que a imprensa publicou muitas novidades sobre o caso Fabrício Queiroz.
– 10 de janeiro de 2019 – Falta ao depoimento

Flávio Bolsonaro não compareceu para prestar depoimento ao MP-RJ. Por prerrogativa parlamentar, ele não estava obrigado a comparecer, tendo o direito de reagendar o depoimento.
No mesmo dia, ele disse que aguardaria ter acesso aos autos da investigação antes de marcar uma nova data.
– 16 de janeiro – Esperando Fux

Em entrevista ao Jornal da Record no começo do ano, o então senador-eleito disse ter sido intimado em 7 de janeiro pelo MP do Rio para prestar esclarecimentos. Na mesma data, teria tomado ciência de que estava sendo investigado “desde meados” de 2018.
Porém, apenas em 16 de janeiro – a quarta-feira seguinte – a defesa de Flávio protocolou reclamação no STF. No mesmo dia, Luiz Fux suspendeu as investigações. Ele assumiu o plantão no dia 14.
O pedido a Fux foi heterodoxo por reivindicar uma espécie de foro privilegiado antecipado. Flávio não tomara posse ainda como senador, mas encaminhou uma reclamação ao STF. Marco Aurélio derrubou o pedido depois, e a investigação prosseguiu no MP-RJ.
– 1º de fevereiro – Voto secreto

Flávio Bolsonaro não declarou seu voto para a presidência do Senado. Naquele momento, a tendência era de que os senadores que não declarassem votariam em Renan Calheiros.
Sou a favor do voto aberto, mas nessa ocasião específica, por ser filho do chefe de outro Poder, optei por não abrir meu voto, para evitar especulações com intuito de prejudicar o governo. Que o eleito, independentemente de quem for, apoie as pautas que o Brasil necessita.
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) February 2, 2019
Porém, a eleição foi cancelada porque apareceu um voto a mais. Na segunda eleição, Flávio tomou o microfone para declarar voto em Davi Alcolumbre, que venceu. Isso aconteceu logo no começo da votação porque os senadores votaram na ordem de antiguidade dos estados, e o Rio é o segundo nessa ordem de precedência.
Instantes depois do pronunciamento de Flávio, Renan anunciou que “Davi é Golias” e renunciou à candidatura.
– 7 de fevereiro – Flávio não assina a CPI ‘Lava Toga’

O senador Alessandro Vieira (PPS-SE) conseguiu no começo da legislatura as 27 assinaturas necessárias para uma CPI dos tribunais superiores. Apesar de três colegas do PSL assinarem o pedido, Flávio não participou.
– 21 de maio – Cadê o IR?

Na terça passada (21), O Globo publicou que, segundo o MP-RJ, a defesa de Flávio não encaminhou suas declarações de Imposto de Renda, mesmo tendo sido intimada a prestar esclarecimentos.
Ao jornal, os promotores disseram que Flávio “exerceu o direito ao silêncio constitucional ao não comparecer para depor”. Em nota, a defesa do senador disse que “não foi comunicada dessa decisão e, por isso, é impossível qualquer tipo de manifestação”.
– Fim de maio – Novo habeas corpus

Nesta quarta (29), a Folha publicou que a defesa de Flávio Bolsonaro propôs a terceira medida judicial contra a investigação do MP do Rio.
O pedido de habeas corpus foi apresentado na semana passada e é mantido sob sigilo.
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