Parlamentares exploram vídeo de Michelle e acusam bolsonarismo de machismo
Declarações de Rodrigo Rollemberg e Taliria Petrone ampliam repercussão de relato da ex-primeira-dama contra Flávio Bolsonaro
A crise aberta dentro do clã Bolsonaro após a divulgação de um vídeo de quase 30 minutos por Michelle Bolsonaro ganhou novos capítulos nesta quinta-feira, 25, com manifestações de parlamentares da esquerda.
Na gravação divulgada na quarta-feira, 24, Michelle afirmou ter sido “humilhada”, “desrespeitada” e “maltratada” por Flávio Bolsonaro durante uma ligação telefônica. Segundo ela, o atrito teve origem em divergências sobre alianças políticas do PL no Ceará. O senador negou as acusações, afirmou que jamais humilharia uma mulher e chegou a pedir desculpas caso tenha causado algum constrangimento.
A repercussão levou o ex-governador do Distrito Federal e atual deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) a associar o episódio ao debate sobre violência política de gênero.
“O caso envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro reacende o debate sobre machismo estrutural e violência política de gênero”, afirmou.
Rollemberg acrescentou que relatos de desqualificação de mulheres na política devem ser tratados com seriedade. “Quando uma mulher relata ter sido desqualificada em um ambiente político, o fato precisa ser tratado com seriedade”, disse.
Na mesma linha, a deputada federal Taliria Petrone (PSOL-RJ) afirmou que o vídeo expõe problemas internos do bolsonarismo.
“Michelle Bolsonaro expõe Flávio Bolsonaro em um vídeo de 27 minutos mostrando os bastidores de um grupo marcado por vaidade, machismo estrutural e puxadas de tapete”, escreveu.
Segundo Taliria, o relato da ex-primeira-dama enfraquece o discurso adotado pela direita em defesa da família. “Se falta respeito e união até entre os próprios familiares, o discurso de defesa da família e dos valores cai por terra”, afirmou.
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